SUBVERSÃO RELACIONAL ENTRE HOMEM E ANIMAL: DE DOMÍNIO PARA IDOLATRIA.

   

animal

Mãe declarou que ama mais o cão que o filho[i]

 

A relação entre homens e animais nem sempre apresentam as mesmas nuances ao longo da história universal.

Cronologicamente, os animais surgiram antes do homem, conforme o relato de Gênesis 1; além do que apresentaram uma gama de espécies, tamanhos e habitats diferentes. Desde os grandes animais marinhos, répteis, anfíbios, aves e mamíferos até os minúsculos artrópodes, bactérias, dentre outros seres invisíveis a olho nu (aparentemente não constantes no relato da Criação). Imagine os grandes dinossauros, os mamutes, tigres, leões, répteis e aves dos mais variados tamanhos. Foi neste ambiente que surgiu o homem: rodeado de animais, das mais variadas espécies, diversos em tamanho, habitando “céus”, terra e mar.

Que espécie de relação se poderia imaginar? Exatamente aquela idealizada por Deus em Gênesis 1:26,28. O homem, a expressão da imagem de Deus, o macho e a fêmea, o varão e a varoa, cronologicamente posteriores aos animais e à terra, muito muito menor que boa parte dos animais, sem capacidade de vôo e incapacidade de respiração subaquática, sem a mesma locomoção entre as árvores como os símios e sem a velocidade do lince, restrito a um jardim, deveria DOMINAR a TERRA e os ANIMAIS, numa função cognominada pelos teólogos de vice-regência (já que a regência por excelência pertencia só a Deus).

Este domínio foi expresso primeiramente por meio da nomeação. A atividade de nomear envolve domínio e liderança do nomeador. Deus criou e nomeou sua criação, Deus nomeou os céus, os mares, a terra, o sol, a lua, as estrelas. Deus nomeou Adão, mas quanto aos animais deixou ao encargo do homem a nomeação, pois parte de sua função seria o domínio sobre os animais e isto primeiramente foi expresso pela nomeação, classificação, taxonomia. Não é a taxonomia da Era Moderna, mas a de Adão, o homem criado à imagem de Deus, sem os efeitos noéticos do pecado perpassando sua cabecinha.

Na era pré-queda, este domínio não envolvia alimentar-se dos animais, pois tanto Adão quanto o leão eram herbívoros nesta época (Gn 1:29,30). Na geração pós-queda ante-diluviana tal domínio é visto em Abel, pastoreando ovelhas (Gn. 4:2) e Jabal, cuidando de gado (Gn. 4:20). Porém, até aqui ainda havia uma relação mais harmoniosa entre homem e animal.

Na geração pós-diluviana, Deus criou uma relação alimentar entre homem e animal. Agora, o homem poderia comer animais também e os animais também poderiam comer homens (Gn. 9:2-5). Dali em diante o homem imprimiria pavor e medo nos animais (Gn. 9:2).

Como é o domínio na era pós-diluviana? Não mais apenas pela liderança, domesticação e uso dos animais para ajudá-lo a dominar a terra; agora o domínio viria também pela morte dos animais para consumo de sua carne; isto geraria pavor e medo nos animais, que para não serem comidos, se preciso fosse, comeriam muitos homens. Vieram, então, as grandes caçadas e o uso dos animais e daquilo que estes poderiam proporcionar: pele (se bem que já no Éden peles de animais foram utilizadas), chifres, carne saborosa, meio de transporte, etc.

O homem em sua limitação, consumido pelo pecado, não conseguiu evitar pragas, doenças causadas por insetos e morte por feras. O pavor e o medo dos animais para com os homens agora é subvertido e o homem é que passa a temer as intempéries e o terror que certos animais poderiam provocar.

Diante do pavor, o temor; diante do temor à criatura, fruto do pecado e afastamento de Deu, a criação de mitos e tradições em que animais são venerados e exercem domínio sobre o reino dos homens. Então, vem a idolatria do animal. A imagem viva de Deus, por não adorá-lO e confiar nEle, passa a temer a natureza e os animais e a idolatrar uma imagem morta dos animais, chamando-a de Deus. O protótipo desta idolatria, proibida por Deus no segundo mandamento, é a idolatria ao bezerro de ouro. É como se em Êxodo 20:4,5 e Romanos 1.23, Deus relembrasse ao homem o relato de Gênesis 1 e principalmente a relação do homem com a criação em Gênesis 1:28. É como se Deus dissesse:

“Vocês expressam minha imagem, são vivos como Eu Sou Vivo e devem dominar os animais e a terra; os animais foram criados por mim; eles não são deuses, nem estão acima de mim; tudo é controlado por mim; não venerem uma imagem morta da criatura; buscando algo para adorar longe de mim, vocês só encontrarão morte. E sabe o que virá sobre vocês durante esta vida? Exatamente aquilo que está na imagem morta: insensibilidade, irracionalidade, subversão de valores, numa sociedade em que se mata muita gente e se luta pela preservação do mico-leão-dourado; mas ao se criar uma  imagem dourada do mico, paga-se o mico de ter que ser aniquilado pelo Leão; vocês valorizam mais o cachorrinho que vossos filhos e entregam seus filhos em sacrifício ao Moloque da TV, dos i-Pads, do esquerdismo infiltrado nas escolas de ensino integral. Sabe o que vocês se tornarão? Tornar-se-ão animais; sem racionalidade e com comportamento auto-destrutivo, exatamente porque não quiseram dominar, numa revolta e oposição à minha ordem; achando mais fácil se acomodar ao seu bel-prazer; mas pela necessidade intrínseca de adoração, vocês findam se esquecendo que ou se adora a Deus ou aos ídolos, ou a criatura ou o Criador! Querem comodidades e prazeres provenientes da minha ausência? Então recebam o fruto de vossa adoração animalesca: vocês se animalizando, serão subvertidos e dominados tais quais animais por seus próprios prazeres e perderão o prazer de dominar a Criação. Simplesmente porque não querem me adorar como Criador! ”

“Não querem o Criador? Tentem se redimir com a criatura. Não conseguem? Então se animalizem. ”

“Querem mudar de opinião? Venham a mim e eu os farei humanos novamente! Humanos restaurados à sua condição original! ”

 

Só indo a Deus e obedecendo seus princípios, o animal será dominado e Deus será adorado. Romanos 1:23 dará lugar a Gênesis 1:28!

[i] http://www.gadoo.com.br/entretenimento/mae-causa-polemica-ao-alegar-que-ama-mais-seu-cao-de-estimacao-que-o-proprio-filho/

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