Resenha 06: Contra a Idolatria do Estado (Franklin Ferreira)

São Paulo: Edições Vida Nova, 2016, 288 pp.

Editores: Fernando Mauro S. Pires / Fabiano Silveira Medeiros

Coordenação de Produção: Sérgio Siqueira Moura.

Categoria: Cristianismo e Política.

Leitura realizada entre os dias 23 e 26 de agosto de 2016.

Há menos de 01 ano atrás, observei que o Pr. Franklin Ferreira começou a postar muitas mensagens sobre política em sua página no Facebook, ao que sugeri a publicação de um livro que versasse sobre política diante do cenário nefasto de nosso país; Franklin acenou com esta possibilidade. Pouco tempo depois tive a grata satisfação de saber que a presente obra seria publicada e mais grato ainda fiquei em participar do 10° Congresso de Teologia Vida Nova (2016), o qual contou com as presenças de Kevin Vanhoozer, Wayne Gruden, Franklin Ferreira, entre outros preletores. Lá, ouvi uma palestra do Pr. Franklin Ferreira baseada no presente livro; tivemos uma roda de conversa sobre política e ainda pude receber seu autógrafo, com a indicação anti-idolátrica do Salmo 115:1-3.

É costume dos grandes autores enviar porções de seu manuscrito ou até mesmo o manuscrito integral para a apreciação de autoridades na área, bem como colegas e amigos mais próximos. Franklin faz isto em sua Teologia Sistemática e neste livro também. Há o registro do incentivo que recebeu de Sérgio Siqueira Moura para publicar esta obra e é digno de nota que até o título da obra veio por sugestão de outras pessoas. Este é um daqueles livros que surgem da necessidade imperiosa de abordar uma temática crucial em determinado momento da história. No Brasil evangélico, Franklin é o nome.

Os capítulos do livro consistem na reunião de artigos publicados pelo autor nas revistas Fides Reformata e Teologia Brasileira e de uma palestra apresentada na Conferência Fiel 2014, em Águas de Lindoia. A obra é endossada por gente grande que vem desde Solano Portela, Jonas Madureira, Pondé e até Rachel Sherezade.

Nos capítulos 1 e 2, Franklin nos apresenta a fundamentação bíblica deste livro; nos capítulos 3 e 4, temos o arcabouço teórico (são aqueles capítulos chatos necessários para o entendimento dos principais conceitos); nos capítulos 5 e 6, Franklin nos mergulha no substrato teológico da Igreja Confessante na Alemanha do III Reich e na perspectiva reformada; nos capítulos 7 e 8, Frankin aplica a Política e a Teologia à realidade da Igreja brasileira. A obra ainda consta de um apêndice com a declaração teológica de Barmen e uma extensa bibliografia.

Já na introdução, encontramos a tese ou o fio condutor da obra: “o repúdio à idolatria do Estado e a necessária resistência dos cristãos ao autoritarismo, especialmente ao totalitarismo” (p. 15). Além disso ao invés de fazer uma dicotomia política entre socialismo e capitalismo, Ferreira assevera que “capitalismo não é um sistema político, mas uma forma de vida econômica, e há tipos de ganância que são socialistas por excelência” (p. 22). O termo técnico para o acúmulo de capital por burocratas (mensalão e petrolão, por exemplo) é capitalismo de Estado, o qual pode se dar tanto em regimes socialistas quanto entre conservadores.

No capítulo 1, Franklin Ferreira faz uma exposição panorâmica do livro de Ester, mostrando a perspectiva do povo de Deus sob risco de extermínio. Correlaciona o Xerxes do filme 300 com o Artaxerxes, esposo de Ester; enfatiza a maldade de Xerxes e o fato de que a salvação depende de Deus e não da pureza do povo. Porém, aponta que os habitantes do palácio devem se guardar das tentações do poder e do silêncio.

Valendo-se de comentaristas e das perspicazes observações de Eugene Peterson, Franklin Ferreira aponta os resultados da ação de Ester: 1). Deus mudou a história como planejada pelo homem e abençoou seu povo; 2). Essa libertação alegrou o povo de Deus; 3). Surgiu uma sociedade marcada por alegria, partilha e justiça; 4). Deus transformou um símbolo do mal em símbolo da sua providência (Pur virou Purim); 5). Deus exaltou seus servos fieis.

Os políticos que servem nos “palácios” hoje devem estudar a Bíblia e orar bastante, também devem estudar política, ter coragem para criticar a cultura, cercar-se de líderes servos, mobilizar a população por causas nobres e moldar a opinião pública.

Para não ficar somente nos exemplos do Antigo Testamento, no capítulo 2, o autor expõe Romanos 13:1-7, delimitando o alcance do poder das autoridades estabelecidas. A área de concentração de Franklin Ferreira não é a exegese e é bem possível que ele cometa uma falácia ou outra ao longo deste capítulo (aliás, nem mesmo os exegetas estão imunes às falácias).

Ele vale-se bastante de comentários (principalmente Pate e Calvino) e dos escritos de N. T. Wright. É possível que tenha cometido falácia de autoridade e negligência do uso do material de apoio. (por exemplo, poderia ter se valido dos comentários de Douglas Moo e Thomas Schreiner). Um desconto, entretanto, deve ser dado ao proeminente teólogo Franklin Ferreira: o objetivo deste livro não é fazer exegese de textos; é necessário observar o ponto forte de Franklin, a saber, sua facilidade em interagir os dados bíblicos com a História mundial. A partir de uma ampla pesquisa, tomando como suporte “A Vida dos 12 Césares” de Suetônio, Ferreira consegue extrair muita coisa do texto de Romanos.

Para ele, Jesus cria uma comunidade multiétnica que reúne tanto gregos quanto bárbaros. Ele percebe um contraste de poderio entre Cristo e César nas entrelinhas de Romanos 1.

Em suma, a base do capítulo é: só devemos no submeter a autoridades legítimas; desta forma os tiranos deixam de ser autoridades ordenadas por Deus (p. 73). Talvez aqui ele tenha cometido a falácia da demasiada especificação injustificada, onde extrai mais do texto do que o texto pode entregar. No entanto, as inferências teológicas envolvidas aqui são verdadeiras, mas não seguem (non sequitur) do texto; advêm de outras passagens.

Certo professor desmereceu o livro de Franklin Ferreria, sem tê-lo lido, com base no que ouviu de terceiros a respeito da análise feita da passagem de Romanos 13. Se tivesse lido o texto de Franklin teria se deleitado com uma boa base historiográfica e insights exegéticos de extremo valor, desconsideradas as falácias. Tal comportamento só demonstrou a rejeição arrogante de um texto simplesmente por não se concordar com o que os reviews ou spoilers dizem a respeito. Que os títulos acadêmicos não me façam esquecer da tarefa árdua de ler uma obra e entendê-la antes de tecer qualquer comentário a respeito (cf. minha resenha da obra Como Ler Livros, de Mortimer Adler; Charles van Doren, disponível em: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2017/01/26/resenha-04-como-ler-livros-mortimer-adler-charles-van-doren/ ).

No capítulo 3, o autor assenta as bases do totalitarismo. Primeiramente apresenta 2 modelos políticos: o estatismo (esquerdista, com pouca liberdade individual e econômica e aparelhamento estatal) e o modelo que preconiza as liberdades individuais. Afirma, por exemplo, que no Brasil, dos 35 partidos existentes, somente o Partido Novo, de fato, pertence a este último modelo.

Em seguida, Franklin trata com esmero dos dois principais regimes totalitários: comunismo e nazismo. Ele afirma que o nazismo, ao contrário do que se pensa, não é de extrema direita, mas de esquerda. Ele afirma: “O comunismo é um socialismo de classe e internacional, ao passo que o nazismo é um socialismo étnico e nacionalista” (p. 103). Ao longo do capítulo, Franklin Ferreira se preocupa em justificar o esquerdismo do Nazismo, dando-nos amplas indicações sobre o totalitarismo (p. 113): Arthur Koestler, George Orwell, Aleksandr Soljenitsyn e Vaclav Havel.

Um ponto alto do capítulo são os dados a respeito de Karl Barth. Ele foi um dos líderes mais importantes da “disputa pela igreja”, foi expulso da Alemanha em 1935, por sua oposição ao Führer, indo para a Suíça (p. 113). Curiosamente, colocou-se a favor da União Soviética. Parece que Barth até o final de sua vida não conseguiu ver os malefícios do Comunismo (isto gerou aplausos a Barth por parte de comunistas e críticas mordazes a ele, como a de Aníbal Pereira Reis, In: Teologia da Libertação Volume 1. São Paulo: Edições Caminho de Damasco, 1985, pp. 20-23).

Franklin Ferreira tem um trunfo na manga, onde apresenta cartas de Karl Barth de 1951 e 1963, nas quais se apresenta em oposição ao regime comunista. Notamos, contudo, que tais cartas somente depois foram publicadas e a pergunta que devemos continuar a fazer é: por que Barth não disse um “não” contundente de maneira formal e pública ao Comunismo Soviético? Seria conveniência política? Vale apena termos mais trabalhos nesse sentido.

Ele nos aponta dados interessantes a nós, protestantes, tão fascinados por Eric Hobsbawn, pois tanto ele como Christopher Hill e Jürgen Habermas são escritores de viés esquerdista (pp. 108,110).

No capítulo 4, temos um excelente estudo que distingue direita de esquerda. Ferreira afirma:

De modo geral, a esquerda postula que a liberdade deve ser sacrificada em nome da igualdade. A liberdade está diretamente relacionada à liberdade econômica ou de iniciativa de indivíduos e à propriedade privada. A direita, sobretudo o liberalismo clássico, enfatiza que a igualdade se encontra no estado de liberdade que os indivíduos têm de agir, empreender e seguir seus objetivos. Para este, a diferença material ou de poder é o resultado do sucesso de cada indivíduo e não sua causa.

Neste sentido, o Regime Militar brasileiro foi esquerdista do tipo autoritário (p. 93,126) e desenvolvimentista/intervencionista. A base de tal autoritarismo é o positivismo (p. 127). Um dado solto é a nota do genocídio ucraniano (Holodomor) em paralelo com o holocausto judeu (shoah).

Franklin Ferreira não acredita no dualismo esquerda x direita, pois no Brasil, todos são de inclinação para a Esquerda (com exceção do partido Novo), mas apresenta uma linguagem respeito à Social-Democracia (talvez para justificar seu voto em Aécio Neves nas últimas eleições presidenciais):

E não se deve supor que não há inteligência e/ou honestidade na centro-esquerda. Parafraseando Rodrigo Constantino, reconheço na Social-Democracia uma esquerda legítima, da qual se pode discordar com respeito e abertura ao diálogo. Curiosamente, porém, quando na Presidência da República brasileira, essa social-democracia foi rotulada de “conservadora”, “direitista” e “neoliberal” por partidos de esquerda e extrema esquerda (p. 131).

Neste capítulo, Ferreira traça os degraus descendentes pelos quais o Brasil chegou nessa crise estatal, aparelhamento, violência urbana, black blocs, o petrolão, entre outras coisas; ele se vale de amplas referências e destaca o valor da obra “Pare de Acreditar no Governo” de Bruno Garschagen, que trata “justamente das origens da mentalidade centrista e estatista brasileira, com suas consequências nefastas: corrupção exacerbada, corporativismo, nepotismo e cargos de confiança sem licitação ou concurso” (p. 138). É um livro cuja leitura é imprescindível.

Nota-se ainda um marcado interesse em legitimar o legado de Barth e Bonhoeffer, dois servos de Deus na ótica de Franklin Ferreira, que são mal explorados em nossos cursos de Teologia Contemporânea (cf. nota 47, pp. 145,146).

No capítulo 5, Frnaklin Ferreira trata da Igreja Confessante e da “Disputa pela Igreja” na Alemanha (1933-1937). É um dos capítulos mais ricos em informações sobre a teologia protestante durante o III Reich, na Alemanha. Dos 65 milhões de alemães na época, cerca de 48 milhões eram evangélicos (p. 158). Hitler teve cautela, pois sabia que para dominar a Alemanha precisava dominar a sua religião.

A Teologia Luterana dos dois reinos favoreceu a adesão de muitos clérigos ao Nazismo; o antissemitismo de Hitler foi vindicado à luz dos escritos “Os judeus e suas mentiras” de Martinho Lutero (p. 155). A ascensão do Liberalismo Teológico foi utilizada por Hitler para minar as bases da doutrina cristã. Assim, em 1931, os nazistas criaram um movimento intitulado “cristãos alemães” (p. 158) para se opor às igrejas confessantes alemãs. Estas tiveram na pessoa de Barth um ferrenho opositor ao Nazismo (não é para menos que foi expulso da Alemanha). Com a ajuda de Barth, a Igreja Confessante adotou a declaração de Barmen (1934), em total oposição ao Führer.

Em suma, a igreja de Hitler era um sincretismo da doutrina luterana dos dois reinos com os dogmas do Liberalismo Teológico, abrindo espaço para o messianismo hitlerista (pp. 168,169). Para combater o “cristianismo positivo” alemão, Karl Barth escreveu seu tratado “A Existência Teológica Hoje” (p. 170). Ferreira ainda aponta o heroísmo de Bonhoeffer em sua investida contra o III Reich. Sua explicação a isto é a que se segue:

Se eu vejo um louco dirigindo um carro na direção de um grupo de pedestres inocentes, não posso, como cristão, simplesmente esperar pela catástrofe para, depois, consolar os feridos e enterrar os mortos. Devo tentar lutar para tirar o volante das mãos do motorista (p. 186).

Ferreira arremata o capítulo com algumas implicações teológicas: 1). Os “cristãos alemães” foram hereges que escancararam as portas da Alemanha para o paganismo; 2). Agostinho, Aquino e Calvino exerceram influência na Igreja por uma base epistemológica firme, o que não ocorreu com Barth e Bonhoeffer; talvez, por isto, entraram em declínio após a II Guerra Mundial; 3). É triste ver que a Igreja Confessante não foi mais firme na luta contra o antissemitismo; 4). Cuidado com as precipitações em proclamar um governo como divino; 5). Em crise, o que vale não é a aparente unidade, mas o cerne da fé evangélica; 6). O nazismo nos ensina que Deus purifica sua igreja por meio da perseguição (o comunismo no Leste Europeu também).

No capítulo 6, Franklin Ferreira trata da relação entre a igreja e o Estado da perspectiva reformada, logo já sabe aí vem “faca” no dispensacionalismo. Ele aponta que a Teologia dos dois reinos colocou somente a igreja debaixo do domínio de Deus, e tudo mais, do de Satanás. Ele relaciona a apatia política e cultural da igreja no Brasil com a influência do fundamentalismo do século XX e, particularmente, do dispensacionalismo. Em 4 páginas (198-201), Ferreira simplesmente destroça o dispensacionalismo. Só que ele bate em um espantalho. Primeiro, que ele não cita sequer uma fonte dispensacionalista para criticar o dispensacionalismo. Aqui percebo nitidamente a falácia da rejeição arrogante, declarando que o dispensacionalismo dicotomiza lei e Evangelho e afirma que o dispensacionalismo confina a graça aos limites da igreja.

Uma simples pesquisa a algumas fontes dispensacionalistas prova que neste sistema não há uma dicotomia lei e graça, pelo contrário há exibição da graça debaixo da lei, pois a salvação sempre foi pela graça (cf. Ryrie, C.C. Dispensacionalismo: ajuda ou heresia? Mogi das Cruzes: ABECAR, 2004, pp. 125-136; cf. tb. GUNDRY, S. Lei e Evangelho. São Paulo: Vida, 2003, pp. 256-258).

Talvez a crítica válida seja a de que a posição escatológica de pessimismo político desmotive os dispensacionalistas a se engajarem política e culturalmente. Isto é observável no meio de muitos irmãos da igreja batista regular, mas não é a conclusão lógica dos argumentos dispensacionalistas. Muitos dispensacionalistas revisados, como John MacArthur, e dispensacionalistas progressivos (nada a ver com o progressivismo político) creem num legítimo envolvimento político do cristão. De maneira respeitosa, acredito que os Reformados deveriam ler melhor os escritos mais recentes do Dispensacionalismo, bem como dispensacionalistas deveriam ler mais os escritos aliancistas.

Na página 203, Franklin Ferreira mostra Deus controlando igualitariamente todas as esferas sócio-institucionais. Penso que se a igreja é a única esfera que possui aspecto redentivo, então em algum aspecto deve ser diferenciada das demais esferas. Franklin Ferreira também nos apresenta seis teses doutrinais da relação Igreja e Estado: 1). Distinção entre igreja e Estado; 2). Rejeição do conceito de soberania absoluta do Estado e do povo; 3). Deus delega autoridade tanto ao governante quanto às pessoas; 4). Nenhuma ideologia absoluta pode ser confundida com o Evangelho; 5). A corrupção na política tem origem no coração dos homens; 6). A República é o sistema mais viável (ele justifica isto primorosamente nas págians 212-216).

No capítulo 7, Franklin Ferreira faz um apanhado da violência no Brasil, apontando que entre 2004 e 2007 mais brasileiros foram assassinados do que a quantidade de mortos em conflito e guerras da época (p. 223). O Estado (o PT) defendeu o desarmamento civil, com a seguinte ideologia: os “bandidos” são reféns da sociedade, vítimas do capitalismo; os criminosos não devem ser punidos; a classe média e os capitalistas são fascitas. Diante desse quadro, o papel da igreja é pregar a Palavra, nada de votos de cajado; deve haver confissão pública de pecados, oração por avivamento e oração em prol de todos os homens.

No capítulo 8, Franklin Ferreira dá 10 princípios em prol de uma agenda para o voto consciente (desta vez eu não tirarei seu gostinho de pesquisar in loco). Curiosamente, temos um candidato à prefeitura de Juazeiro do Norte que é cristão e sustenta os princípios éticos em prol da família brasileira. Seu nome é Francisco Fabiano e concorre pelo PSB (40); só lamento saber que tal partido pertence ao Foro de São Paulo (nota 4 da página 247), mas sei da dignidade do candidato e se meu título fosse de Juazeiro do Norte, certamente, teria o meu voto.[i]

O livro termina com um apêndice contendo a declaração teológica de Barmen e uma vasta bibliografia. Algumas breves correções: na página 15, certamente não se trata da 3ª Conferência Fiel; na página 101, nota 27, deve-se trocar “certa de” por “cerca de”; na nota 28 da página 208, deve-se trocar “a fim conquistar” por “a fim de conquistar”.

Às vésperas do julgamento final do processo de Impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, este livro nos traz um frescor à mente e nos enche de coragem para o discipulado cristão e a defesa de uma filosofia política conservadora. Franklin Ferreira é leitor voraz, grande sintetizador de ideias, um didata magistral, homem de coragem e que não se negou ao compromisso cívico de lutar por um Brasil melhor.

É lógico que não concordo com todas as declarações da obra, mas no geral, acredito que todo cristão deveria lê-la e extrair ricos princípios políticos em face à triste realidade política de nosso país. Fica um apelo para os cristãos a uma postura mais engajada, uma luta pelo cumprimento do chamado nas diversas esferas sociais, inclusive na política, e a necessidade de reavaliarmos nossa omissão social por muitos anos.

Que Deus continue abençoando o irmão Franklin Ferreira em seu ministério de escritor (ah! Perdoe-me pelo tamanho da resenha. Ela foi mais minuciosa, porquanto preparada tendo em vista a degustação literária do grupo CaFé com Letras.[ii]

__________________________________________

[i] Francisco Fabiano teve 9084 votos nas Eleições em Juazeiro do Norte, sendo o quarto candidato mais votado (cf. http://eleicoes.diariodonordeste.com.br/2016/1-turno/estados/ce/juazeiro-do-norte/ ). Um bom nome, com bons princípios e projetos. Boa parte dos cristãos não votaram nele porque levaram em conta as vantagens pessoais proporcionada por outros candidatos e não o valor inerente ao candidato.

[ii] O encontro ocorreu na Igreja Batista Regular Sião e teve como preletor o seminarista Rafael Omar Nachabe, o qual explorou com maestria a temática, interagindo inclusive, com outras obras políticas de cunho conservador.

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