Deus é soberano sobre a morte!

morte

(Reflexões homiléticas feitas a partir da morte de um irmão em Cristo, no ano de 2014)

INTRODUÇÃO:

A morte não é um amigo a quem estimamos, não é uma visita que se deseja receber em sua casa, não é alguém com quem andamos marcando hora. Ela é indesejável, não é bem-quista, e é evitada por todos nós.

Em geral, só refletimos sobre a morte quando ela nos atinge de maneira mais direta e íntima, seja por meio de alguém da nossa comunidade ou de alguém de nossa família. Também pensamos sobre ela quando ocorrem catástrofes. Mas, a verdade é que quando os estertores da morte chegam até familiares próximos, é por meio desse conhecimento entremeado de saudades, de choro, lamentos e muita dor é que paramos para fazer alguns questionamentos do tipo:

– Por que ele?

– Por que agora?

– Por que o senhor deixou a morte prevalecer, Deus?

– Por que um bom morreu e não alguém mal?

– Por que tão cedo? Não teria como dar mais uns dias? E se alguma coisa acontecesse diferente, não poderia ser mudada essa situação?

A verdade é que quando a morte atinge alguém próximo de nós tendemos a ver apenas as questões existenciais e nosso pensamento é voltado para a “crise” de resolver todas as demandas de nossa necessidade de compreender a morte e de como evita-la. Mas, mesmo assim, nenhuma das respostas, cheias de subjetividade, resolve o problema quando partimos de nós mesmos.

Por isso, meu tema e minha tese é: DEUS É SOBERANO SOBRE A MORTE.

1). Não há dualismo. A morte como personificação do mal não vive em uma eterna briga com Deus. Ela não pegou Deus de surpresa no jardim, ela não existia antes de Deus, nem vivia numa relação de eterno antagonismo com Deus. Deus permitiu que a morte entrasse no mundo, Deus permitiu que a morte tivesse existência e passasse a agir. Deus está acima da morte.

2). Deus determina as condições em que a morte entraria no mundo.

Gn 2:17 – mas da árvore do conhecimento do bem e do mal não comerás; porque, no dia em que dela comeres, certamente morrerás.

Conhecimento teórico e conhecimento prático (argumento de Don Carson – o médico conhece o câncer teoricamente, por experiências de seus pacientes; o paciente conhece o câncer a partir de sua própria experiência. Deus conhece a morte em suas implicações teóricas, até porque foi Deus quem a determinou; já o homem conhece a morte por experimentá-la). Mentiras de dualismo, de elixir da eternidade aos seres caídos, de uma morte soberana sobre um Deus inexistente é fruto do ateísmo/marxismo/darwinismo. Mas a verdade é que Deus permitiu a existência da morte e determinou os meios pelos quais ela entraria: através da desobediência do representante da humanidade. Ele desobedeceu e a morte entrou no mundo atingindo não só Adão, mas também a todos os seus descendentes (Romanos 5:12). A morte está diretamente relacionada com a queda, ou seja com o pecado.

3). Deus determina o tempo de vida médio das pessoas, ou seja a idade média com que a morte atingiria os seres humanos.

Se permanecesse no jardim, uma vez comendo o fruto da árvore da vida, o homem não morreria.

– A vida média do homem após a queda saiu da eternidade para uma faixa de 900, 800 anos.

– Depois o próprio Deus determina a diminuição da idade média do homem para 120 anos (isto pode se perceber nas idades dos homens que gradualmente foram decrescendo, mas também existem interpretações desta passagem que apontam para o tempo da pregação da justiça por parte de Noé): Gn 6:3: “Então, disse o SENHOR:O meu Espírito não agirá para sempre no homem, pois este é carnal; e os seus dias serão cento e vinte anos”.

– Depois os dias dos homens foram reduzidos a 70 / 80 anos. Sl 90:10 – “Os dias da nossa vida sobem a setenta anos ou, em havendo vigor, a oitenta; neste caso, o melhor deles é canseira e enfado, porque tudo passa rapidamente, e nós voamos.”

– Mas não esqueçamos que Deus é o Soberano quem está no controle até da morte. Sl. 90:3 – Tu reduzes o homem ao pó e dizes: Tornai, filhos dos homens.

4). Deus, mesmo determinando a morte, resolve colocar em sua determinação que os resultados dependeriam da escolha. Aqui está o aspecto da responsabilidade do homem.

Eis que hoje proponho a vida e a morte. (Dt. 28-30). É isso que chamamos de compatibilismo. Nada foge do controle de Deus, mas os homens são responsáveis por seus atos. O profeta Isaías advertiu no futuro: “A alma que pecar essa morrerá”.

Ex.: Pv 23:9 – “Não fales aos ouvidos do insensato, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.” Orientações a alguém acidentado nos Hospitais. Quem é médico está acostumado a ouvir muitas promessas de pacientes com comportamento de risco: “Nunca mais vou passar de 60km/h”; “nunca mais vou beber cachaça”. Aconselhamos a tais pessoas, mas suas promessas foram circunstanciais. Tão logo melhoram, voltam ao comportamento de risco, escolhem o perigo e a desobediência das leis de transito. Infelizmente, muitas vezes recebemos estes pacientes, no hospital novamente, só que já em óbito.

5). Devemos reconhecer que a morte é uma triste separação, mas ao mesmo tempo pode gerar  uma oportunidade  de aproximação para os que ficam.

Rt. 1:16,17. Disse, porém, Rute:Não me instes para que te deixe e me obrigue a não seguir- te; porque, aonde quer que fores, irei eu e, onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus. 17 Onde quer que morreres, morrerei eu e aí serei sepultada; faça- me o SENHOR o que bem lhe aprouver, se outra coisa que não seja a morte me separar de ti.

6). Deus determinou dar vida ao mundo pela morte de seu Filho e sua morte já havia sido determinada na eternidade.

1 Pedro 1:18,19sabendo que não foi mediante coisas corruptíveis, como prata ou ouro, que fostes resgatados do vosso fútil procedimento que vossos pais vos legaram, 19 mas pelo precioso sangue, como de cordeiro sem defeito e sem mácula, o sangue de Cristo. 20. conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós.

7). Deus determinou matar a morte pela morte de seu Filho.

Hebreus 2:15 – Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, 15 e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida.

Mas note que mesmo tendo dado o poder da morte a Satanás, este nada faz que não seja pelo consentimento e determinação de Deus. Não vês Jó? Até aquele que tem o poder para matar só o mata de acordo com a determinação de Deus. Pilatos e Jesus.

Atos 2:23,24

Apocalipse 6:8

8). Por causa disto, a morte não pode matar eternamente os que estão em Cristo.

Romanos 8:38-39.

Como?

a). Jesus determina como escapar da morte mesmo morrendo.

João 11:25. Disse-lhes Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá.

9). Existem princípios e promessas para se prolongar os dias – Ef 6:1,2

10). Mas o dia exato de nossa morte é determinado por Deus.

Mt 6:27 – Quem de vós, por ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado ao curso de vossa vida.

11). Existem passagens que nos mostram Deus determinando a morte de ímpios e de justos.

Moisés.

Belsazar.

O louco da parábola.

12). Os crentes têm motivo para ter esperança em meio a morte.

Ressuscitarão no último dia

Tem esperança.

Não há necessidade de se entristecer como os demais. (para estes a vida é só até a morte – comamos e bebamos porque amanhã morreremos).

Mas para os que estão em Cristo Jesus o morrer é lucro.

Salmos 116:15 Preciosa é aos olhos do SENHOR a morte dos seus santos

13). No entanto, haverá um dia em que a morte não mais atormentará ninguém.

Apocalipse 20:14

Apocalipse 21:4 já não haverá pranto.

Conclusão

Já estava nos planos de Deus a morte dos homens. Note até que uma pista que a morte já estava nesse plano que o homem retorna ao material que o constituiu. “Porque tu és pó e ao pó tornarás”.

Esta esperança só nos é dada por causa de Seu Filho que venceu a morte pela sua morte. A morte da morte na morte de Cristo.

Em Cristo apenas dormiremos, mas logo despertaremos do sono e estaremos para sempre com o Senhor.

Deus tem um plano eterno e resolveu incluir a morte neste plano. Não devemos questionar os métodos de Deus, nem suas determinações.

Diante dos sofrimentos devemos pensar mais na alegria de quem morreu em Cristo do que na tristeza de quem sofre com a distância.

Um dia nos encontraremos com nossos irmãos em Cristo que já partiram, nos céus. E Deus limpará todas as lágrimas de nosso rosto. A criação será redimida, a morte já não existirá. Na consumação, no final dos tempos, teremos a eternidade com o Senhor, e isso sem morte, porque Ele assim o determinou. Amém!

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2 comentários sobre “Deus é soberano sobre a morte!

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