A adoração a Deus é com temor e sem temor!

medo

A adoração a Deus é com temor e sem temor.

(Esboço de um dos meus sermões)

 

1). Com temor

Com temor diante do seu Ser, de sua grandeza e de sua manifestação que nos causa a mesma impressão que causou à nação de Israel em Êxodo 20:19, a Jacó (Gn 32:30) a Isaías (Isaías 6), a Paulo (2 Co 12), a Tomé (João 20:28), a Pedro, Tiago e João (Mateus 17:6), o autor da carta aos Hebreus (Hb 12:28,29), a João (Apocalipse 1:17).

Nos casos acima citados, o temor, a reverência, o senso de pequenez e a convicção de pecado dominou cada um destes homens diante da presença do Senhor.

 

2). Sem Temor

No entanto, ao mesmo tempo que a adoração é com temor a Deus, ela deve ser manifesta sem temor (Lucas 1:74; Êxodo 20:20; Ap. 1:17). Ao mesmo tempo em que os servos de Deus devem manifestar temor diante do Deus Todo-Poderoso e da sua teofania sinaítica (cf. Êxodo 19), eles podem descansar em Deus quando entregam sua confiança a Ele. Isto os fará ver a grandeza de Deus e os fará perceber que de fato são aproximados como filhos (Rm 8:16,17), a ponto de não temerem os inimigos (Lc. 1:74, Jd. 1, 24, Rm 8:38,39; João 10:28,29), pois no Senhor estão guardados e assegurados eternamente. Sendo assim, ecoa a doce palavra de Deus – “Não temas” (por 365 vezes), para que saibamos que não há um só dia que Ele não nos guarda. É neste sentido que a adoração é sem temor.

 

3). Com temor e sem temor

É com temor, reverência, manifestação de culto em atitude de submissão, prostração, encurvamento e humildade, pois estamos diante do Altíssimo, Glorioso, Onipotente, Santo, Majestoso e Justo Deus, isto nos leva a uma atitude de santidade (1 Pedro 1:16; Êxodo 20:20).

Uma vez confirmados em santidade e manifestando o fruto do Espírito, devemos adorar sem temor, sem o temor das adversidades e dos inimigos e sem o temor de sermos aniquilados pelo nosso próprio Pai.

 

Uma ilustração

Certa vez um de meus professores de Teologia falou de uma ilustração que me ajudou quanto a isto. A ideia é de um filho para com um pai. Aquele sabe que deve respeitar e reverenciar o seu pai, se não será disciplinado. Na presença do pai, ele manifesta temor, medo de desrespeitá-lo. No entanto, mesmo assim, isto não o leva a ficar desesperado diante do seu pai. Pelo contrário, mesmo sabendo que seu pai pode puni-lo caso o filho desobedeça, isto não impede o filho de se sentir seguro e protegido na presença do pai (sem temor).

E se você não teve um pai amoroso, protetor e disciplinador, confie nas palavras de Davi, quando afirma “Porque, quando meu pai e minha mãe me desampararem, o Senhor me recolherá.” (Salmo 27:10. Mas saiba que um pai que ama o filho certamente o disciplina (Hb 12:6,7).

 

Conclusão

Sendo assim, adore a Deus com temor e sem temor. Tema-o pelo que Ele é em si; não tema-o pelo que Ele é para você! Tema-o e o adore com temor no sentido de seguir seus ensinamentos e temê-lo por sua glória e santidade, mas ao mesmo tempo não temer aproximar-se dEle em intimidade, uma vez que o sacrifício de seu Filho nos deu livre acesso ao trono de Sua graça. Amém!

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