A.O.A. (04) – O que é o jejum? (Almir Marcolino Tavares)

Sobre o autor:

Almir Marcolino

Almir Marcolino Tavares

Almir Marcolino Tavares professou sua fé em Cristo Jesus na Igreja Batista Regular de Jardim Ângela, São Paulo. Estudou teologia no Seminário Batista do Cariri e na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Serviu como co-pastor do pastor Manoel Alves da Silva, na Igreja Batista Regular de Jardim Ângela e professor no Seminário Batista Regular de São Paulo por dois anos. Desde 1987 ensina no Seminário Batista do Cariri, em Crato – CE e desde 1989 é pastor na Igreja Batista de Novo Juazeiro, em Juazeiro do Norte, CE. Escreveu os livros: “Nada me faltará” e “Orando pela família”. É casado com Zarilene e é pai de: Abigail, Adassa e Amada.

 

 

O QUE É O JEJUM?

jejum

O amor pode ser medido pelo sacrifício que fazemos em prol de quem amamos. Quando deixamos de lado nossas necessidades e prazeres para servir ou estar com alguém, manifestamos nosso amor por aquela pessoa. Aplicando esta verdade ao relacionamento com Deus, podemos concluir que muito do que é cantado nos cultos não expressa a verdade. Alguns cânticos declaram amor e serviço a Deus com todo ardor, com intenso amor e com uma disposição para fazer o que for necessário por Ele e Sua causa. Mas, quantas vezes as tarefas intensificam a comunhão com Ele, tais como atenção às Escrituras, oração e participação numa igreja, são deixadas de lado, com a alegação da falta de tempo!

Se, de fato, nos falta tempo, por que não sacrificamos várias, ou mesmo uma de nossas refeições para usar o tempo para fortalecer nossa devoção a Deus? Quando alguém acorda atrasado, estaria disposto a sacrificar o café da manhã para poder realizar suas devoções matinais? Ou, nos dias com muitos imprevistos, de modo que o único tempo para orar fosse o horário do almoço, este seria sacrificado?

Penso que essa é a essência do jejum, manifestar amor devoto a Deus, sacrificando necessidades e prazeres, usando o tempo e os recursos destes para dedicar-se a Ele, e assim glorifica-lo.

O jejum é algo pouco falado e ainda menos praticado entre os evangélicos da linha tradicional. Creio que isso se deve ao conceito de salvação que a maioria tem. De modo geral, acreditamos que a salvação depende de nós, de nossas obras e que é conquistada por nossos méritos. Muitos entendem que quanto mais sacrificial for a obra, mais pontos ganhamos para trocar pela salvação. E uma destas obras pode ser o jejum. Isto é, o jejum pode ajudar na salvação. Para evitar este crasso erro, nós nos calamos a respeito do jejum.

Outro fator para o silêncio a respeito do jejum são as práticas erradas e usos inadequados que são feitos dele. Em algumas crenças, o jejum é feito depois de um período de farras, na chamada quarta-feira de cinzas, quando além do jejum, colocam-se algumas cinzas na cabeça, acreditando que, com isso, Deus perdoará os excessos cometidos durante o tempo da farra anterior. E assim, ano após ano, repetem-se a farra e o jejum. Outros usam o jejum como uma tentativa de manipular, ou negociar com Deus. É como se dissessem: “eu vou jejuar e assim Deus se sentirá obrigado a me dar alguma coisa como recompensa pelo meu jejum”.

Apesar destas distorções, não podemos calar a respeito do jejum, pois ele é bíblico. A Bíblia ensina que o jejum é abster-se do alimento por algum tempo com o propósito de manifestar contrição ou devoção a Deus. O tempo pode variar: um dia, meio dia, uma semana. Os períodos de jejum mais extensos relatados nas Escrituras foram de 40 dias, nos casos de Moisés e de Jesus.

Jejuar é abster-se de alimentação para um propósito religioso. Não se trata do jejum por motivos estéticos em que a pessoa deixa de comer porque quer ficar elegante, bonita. Nem por razões de saúde, quando alguém fica privado de alimento por recomendação médica. A abstinência de alimentos tem o propósito de glorificar a Deus.

Convém salientar que o jejum pode incluir mais do que não se alimentar. É possível jejuar de tudo que apreciamos e que, uma abstinência adequada pode nos conduzir a uma maior comunhão com Deus. Qualquer prazer inocente e lícito que possa nos dominar e atrapalhar nosso relacionamento com Deus pode ser objeto pertinente para um jejum curador.

Anúncios

3 comentários sobre “A.O.A. (04) – O que é o jejum? (Almir Marcolino Tavares)

  1. “Qualquer prazer inocente e lícito que possa nos dominar e atrapalhar nosso relacionamento com Deus pode ser objeto pertinente para um jejum curador.” Bem observado!

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s