Resenha 35: Dízimos e Ofertas (Adílio Lima; Carlos Bezerra)

RESENHA 35

Dízimos e Ofertas: quando a voluntariedade se torna soberana

Autores: Adílio Éder Dantas de Lima; Carlos Alberto Bezerra

 

Eusébio, CE: Editora Peregrino, 2017, 168 pp.

 

Leitura realizada em: 04/08/2017

 

É com imensa satisfação que me proponho a resenhar esta obra. Dois motivos em especial para tamanho regozijo: em primeiro lugar, pela oportunidade de ver cada vez mais teólogos capacitados, radicados no Cariri, brindando-nos com o fruto de suas lavras. Fico muito alegre pelos livros publicados dos pastores: José Marques (Diário de Sonhos do Doutor Satírico), Almir Marcolino (Nada me Faltará; Orando pela Família) e agora este trabalho introdutório sobre Dízimos e Ofertas, escrito pelos pastores Adílio e Carlos. O segundo motivo é que os dois autores deste livro são meus amigos, homens dedicados ao estudo das Sagradas Escrituras, e fico feliz pela iniciativa de publicarem um livro sobre um assunto tão controverso, pouco estudado, porém, necessário. Ambos são professores de Teologia e pastoreiam a mesma Igreja, Igreja Batista Regular Canaã, em Juazeiro do Norte (Pr. Carlos é o pastor titular e o Pr. Adílio, o pastor de jovens, conforme dados obtidos na orelha do livro).

Qual não foi minha surpresa ao folhear o livro e perceber uma frase minha colocada como epígrafe do livro! Fiquei lisonjeado e pude perceber o carinho e apreço que estes amados irmãos possuem por mim. A frase não tinha a intenção de criar uma definição atípica de identidade; sabemos que nossa identidade última é com Cristo. Porém, referia-me de maneira mais precisa a uma identidade denominacional. Somente falar do que os antigos disseram e ater-se a registros de atas não firma identidade. A identidade cultural de um grupo está diretamente relacionada com sua produção, e no caso de grupos que prezam pelo ensino, pela produção textual. Fico feliz pelo fato de que nossos bons teólogos e pastores batistas regulares começam a produzir com maior intensidade. Aos poucos, a sedimentação destes escritos, sob o escrutínio dos leitores, moldará a identidade batista regular nacional.

Quanto ao tema do livro, não tenho uma posição final sobre os dízimos, uma vez que nunca me debrucei sobre as Escrituras para tratar com profundidade sobre esta questão. Já fui adepto da ideia de que o dízimo não é normativo para a igreja; depois, passei a pesquisar melhor e vi a necessidade de coletas fixas e regulares, mas ainda não tenho um posicionamento fechado. Porém, confesso que esta obra me alertou para muitos detalhes interessantíssimos sobre o dízimo.

O livro conta com o endosso de grandes teólogos como Wagner Amaral, Claiton André Kunz, Marcos Paulo Soares, dentre outros. O prefácio foi realizado pelo Pr. Almir Marcolino Tavares, o qual utilizando os textos de Provérbios 3:9,10; Mateus 6:21 e 1 Sm 2:30b, aponta o seguinte: “Os autores deste livro objetivam demonstrar que Deus tem estabelecido uma porcentagem igual para todos que desejam honrá-lo, o dízimo. Sendo assim, não há dízimo maior ou dízimo menor”.

Os autores afirmam que o problema financeiro das igrejas não é tanto um reflexo da crise nacional, mas uma evidência da grande crise espiritual, que assola praticamente todos os arraiais (p. 21). Alertam-nos para o fato de que houve uma mudança de paradigmas do dízimo para ofertas (chamado de “o engano das ofertas”). A tendência atual é ver o símbolo como “símbolo de exploração e engano”, colocando a ênfase sobre as chamadas “ofertas voluntárias”. O livro visa mostrar que o dízimo é a norma de contribuições financeiras para a igreja e não as ofertas.

A abordagem apresentada pelos autores é a da Teologia Bíblica, o que chamam de Teologia do Dízimo, “que perpassa o Antigo e Novo Testamento” (p. 27), assumindo a chave-hermenêutica dispensacionalista, tomando como ponto de partida o seguinte: “o dízimo, segundo os moldes da lei de Mosaica, passou, mas o dízimo como percentual fixo, como meio de adoração e como um aspecto da Lei de Cristo, é válido para a Igreja.” (p. 27).

A estrutura do dízimo analisa tanto as ofertas quanto os dízimos ao longo das páginas do Antigo e do Novo Testamento, contando com guia de estudo ao final de cada capítulo. Apesar de falar das ofertas, os autores colocam o foco nos dízimos e possuem um capítulo intermediário bastante criativo e instigante sobre a “voluntariedade como soberania humana. Ao final o livro conta com apêndices que elucidam melhor a questão, num estilo argumentativo “frameano” (de John Frame).

No capítulo 1, o conceito de ofertas ao longo do Antigo Testamento é descrito. Apontando exemplos claros extraídos do AT, os autores deixam claro que as ofertas que eram de cunho sacrificial pelos pecados eram obrigatórias, com exceção daquelas que tinham caráter de ação de graça. Um dado curioso e muito interessante apontado pelos autores é que as ofertas puramente voluntárias não tinham o propósito de manter a obra, mas tinham um caráter “esporádico” e “pontual” (p. 37). Aqui, eles já começam a demonstrar possíveis fragilidades no argumento daqueles que apontam um caráter imprescindível nas ofertas dos cultos do Antigo Testamento. Elas não tinham o objetivo de sustento e manutenção do templo.

No capítulo 2, os autores apresentam o conceito de ofertas no Novo Testamento. Eles demonstram que alguns princípios sobre ofertas foram criados visando determinar o conceito de oferta como central nas contribuições da igreja local, em detrimento do dízimo. Então, por exemplo, o princípio da proporcionalidade (2 Coríntios 8:1-4) não aponta que isto fazia parte das contribuições rotineiras da igreja, mas para um fim específico: a ajuda dos irmãos pobres de Jerusalém. O princípio da regularidade da oferta é equivocado, ao ver dos autores, uma vez que ali se tratava também de um caso específico (1 Coríntios 16:1-3). O princípio da generosidade não diz respeito a “ofertas no culto”, mas, conforme 2 Co 8:2 e 2 Co 9:5 trata de “participar da assistência dos santos”. Um último princípio analisado pelos autores é o princípio da alegria; e novamente, 2 Co 9:7, não está no contexto de ofertas públicas, mas de uma oferta específica.

Para os autores, no capítulo 3, a ênfase nas ofertas durante os cultos e o abandono da prática do dízimos na vida dos irmãos é fruto da voluntariedade como atitude soberana nas doações. Eles explicam:

O voluntarismo é danoso porque transfere a soberania para o doador. Nesta nova hierarquia, onde a tal liberdade do indivíduo está acima do bem-estar de todos, é inevitável a obra de Deus ser penalizada. Quando este tipo de ideia se alia a corações mesquinhos e egoístas as consequências serão notórias. As igrejas se tornam sem expressão por terem recursos escassos e precisam se conformar em fazer, tanto em âmbito espiritual como social.” (p. 61).

 

Por mais que você discorde da posição dos autores quanto ao dízimo, certamente, deve levar em conta a sentença acima citada; muitas vezes, as ofertas serão bem irrisórias, pois não há nenhum clamor quanto à necessidade de dízimos e nenhuma advertência quanto a ofertas. Resultado: ou ofertas irrisórias ou apelos excessivos para ofertas exorbitantes.

Isto levará a uma voluntariedade mercadológica, onde o irmão se torna um freguês; e em muitos casos, a igreja tem sido tratada como um mendigo e o que muitos dão são verdadeiras “esmolas” (a famosa “piada” das notas de 100 reais e de 2 reais). Os autores, então, apelam para a prática do dízimo e de maneira irônica, afirmam: “Desculpem-nos por acreditar e defender este meio tão opressor e injusto de contribuição.” (p. 64). Os autores chegam a apontar que a obrigatoriedade do dízimo para os dias de hoje (que até o momento da argumentação não foi provado, mas pelo menos a ênfase nas ofertas foi desmascarada) implica em disciplina ou exclusão para os não-dizimistas (p. 62). Mas, o texto do Novo Testamento silencia quanto à disciplina para o ato de não dizimar. Tal inferência só poderá ser de fato aplicada se os autores apontarem que o dízimo de fato é obrigatório para todos os crentes do Novo Testamento (é o que buscarão fazer nos capítulos subsequentes).

No capítulo 4, eles começam a discorrer sobre o dízimo no Antigo Testamento, neste caso em personagens anteriores à Lei Mosaica: Abraão e Jacó. Abraão é o primeiro caso em que ocorre a prática do dízimo nas Escrituras. Ele oferece o dízimo a Melquisedeque, o primeiro sacerdote mencionado nas Escrituras (p. 74). “O rei de Salém aparece como um protótipo, por assim dizer, um preanuncio do ofício sacerdotal.” (p. 74). Um sacerdote que não sacrifica nenhum animal. Ele abençoa Abraão, mostrando que estava acima dele. Só depois é que Abraão dizima. Já havia a prática do dízimo em outras culturas, mas isto não implica dizer que Abraão copia tal prática das religiões pagãs. Os autores sugerem que Abraão já havia recebido instruções do próprio Deus sobre certas práticas, inclusive a de dizimar (cf.: Gn 4:4,5). Os autores apontam para o sacrifício de Abel e de Caim (p. 80) e sugerem que eles sabiam que deveriam oferecer uma oferta de sangue (mas é necessário salientar que a própria lei mosaica aponta a existência de ofertas de cereais, como os próprios autores reconhecem na nota 65 da página 129). Ele aponta evidências que Deus já havia dado a Noé a ideia de animais puros e impuros e certamente Abraão sabia que animais deveria sacrificar; porém, uma evidência marcante de que Abraão tinha revelações específicas de Deus transmitidas na tradição dos santos da era pré e pós-diluviana ou até mesmo recebidas diretamente. Confira: Gênesis 26:5 – “Porque Abraão obedeceu à minha palavra e guardou os meus mandados, os meus preceitos, os meus estatutos e as minhas leis”. Já neste capítulo os autores fazem amplo uso de A.W. Pink, para demonstrar a relação de continuidade entre o dízimo do AT e o do NT (cf. a nota 39 deste capítulo). Depois, eles apresentam o caso de Jacó. E aqui, eles começam a desenvolver a ideia que o conceito de dízimo advém de uma chave teológica da “casa de Deus”. Em Abraão temos um sacerdote, em Jacó temos a casa de Deus. E é a partir disto que Malaquias 3:10 deve ser interpretado. A Teologia da “Casa de Deus”. A casa de Deus tem o seu aspecto local também no Novo Testamento, em 1 Tm 3:15 e isto é ligado ao texto de Hebreus 10:19-25. Assim, temos o dízimo (adoração); o sacerdote (meio/sujeito de adoração) e a Casa (lugar de adoração). O desenvolvimento teológico é muito bem articulado e emerge aqui a centralidade do conceito de “casa de Deus” para destrinchar a prática do dízimo no AT e NT.[i]

No capítulo 5, os autores desenvolvem o dízimo durante a Lei de Moisés. Eles apresentam 3 propósitos dos dízimos na época da Lei: 1). Herança e sustento dos sacerdotes (cf. Números 18:21-24; Neemias 13:10-13); 2). O sustento da casa de Deus (Dt. 12:11; Malaquias 3:10). Sobre Malaquias 3:10 (um texto tão controverso), os autores, na linha da teologia da casa de Deus, afirmam: “este texto mostra claramente, que um dos propósitos do dízimo era manter a Casa de Deus funcionando. Sem dízimos, os sacerdotes não teriam como se sustentar nem mesmo suprir o material necessário para oficiar diante de Deus” (p. 98); 3). Comunhão entre o povo e ação social (Dt. 26:11-12; 14:28-29. Terminam afirmando que o dízimo era obrigatório para todos os membros da comunidade.

No capítulo 6, os autores fazem uma preparação para o capítulo mais importante do livro (ao meu ver), afirmando que não vivemos mais debaixo da lei mosaica, mas não estamos sem lei. Estamos debaixo da lei de Cristo. Nas palavras de Feinberg: “a lei de Cristo é o novo código de conduta aplicável aos cristãos da Nova Aliança. Como o AT teve a lei de Moisés, também o NT tem a lei de Cristo” (p. 111).

Por fim, no capítulo 7, eles tratam do dízimo no NT. A base principal está no livro de Hebreus, fazendo amplo uso do AT pelo NT. O texto-chave utilizado é Hebreus 7:1-14. A palavra dízimo aparece pelo menos 3 vezes, sendo que quanto a isto o sacerdócio de Melquisedeque é representativo em Gênesis 14. Fazendo ampla citação de Pink, os autores afirmam que quando Abraão deu o dízimo a Melquisedeque, aquele ato não representou apenas Abraão, mas todos os seus filhos (pp. 118,119). Mas a partir daí eles constroem um parágrafo no mínimo controverso:

O que podemos concluir com base nessa referência de Pink é que todos os crentes quer sejam descendentes físicos ou espirituais foram representados por Abraão. Em palavras simples, até mesmo quem não concorda com o dízimo atualmente, sendo filho na fé de Abraão é necessariamente um dizimista. (p. 119).

 

Assim, o argumento dos autores é que se na Antiga Aliança, os filhos de Abraão tiveram representação no dízimo e este texto encontra paralelo com Hebreus 7, que se refere à Nova Aliança, então na Nova Aliança, os filhos espirituais de Abraão também dizimam para seu eterno sumo sacerdote. Os autores atenuam esta inferência com a expressão “deixa a impressão”. Outro argumento utilizado pelos autores é o fato de que se o dízimo fosse uma prática restrita ao AT, bastaria o autor aos Hebreus dizer que os dízimos tinham cessado (porém, a citação do dízimo de Abraão e a ausência de uma cláusula de cessação do dízimo não são indícios suficientes para a manutenção do dízimo no NT, mas certamente, tais argumentos têm o seu valor). Os próprios autores reconhecem que o foco não está na prática do dízimo e sim na superioridade sacerdotal de Cristo (mas isto não quer dizer que os dízimos não estejam sendo tratados aqui).

A conciliação que os autores fazem da prática do dízimo para o NT é a mudança da lei em Hebreus 7:12. Para eles: “nessa nova Lei, o dízimo não continua segundo a ordenança Mosaica, mas adentra a realidade do sacerdócio que veio antes dela e, agora, de forma perfeita atua nos céus com Jesus, sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque.” (p. 121). Falando da Nova Casa de Deus, os autores valem-se dos textos de Hebreus 3:1-6; João 14:23; 1 Pedro 2:5 e 1 Timóteo 3:15 para demonstrar que o conceito de dízimo transcende o Antigo Testamento e se torna um meio de manter o lugar de adoração (a casa de Deus – cf. p. 125). Sobre o sustento dos sacerdotes, os autores se valem de um texto-chave (1 Coríntios 9:1-14)[ii] para demonstrar a vigência dos dízimos para os dias de hoje. Aqui, creio que a argumentação é mais forte do que em Hebreus 7. Tratando de 1 Coríntios 9:1-14, os autores afirmam:

Paulo está claramente se referindo ao contexto da Lei mosaica onde está expressamente indicado que a manutenção dos sacerdotes levitas era proveniente dos dízimos, sendo assim, é lógico concluir que os dízimos também sejam a fonte do sustento destes na Igreja.

 

 

Os autores concluem com peremptória certeza que os dízimos são vigentes para os nossos dias e com uma crítica mordaz à frouxidão contributiva de muitas de nossas igrejas:

Chegou a hora de tratar a Igreja de Deus com menos descaso. A Noiva de Cristo não pode ser considerada uma mera ONG, onde apenas a voluntariedade é exercida em favor de uma causa nobre. O descaso é tão gritante que nem mesmo a ilustração equivocada entre a Igreja e um clube social pode mais ser usada, pois nestas associações seculares, para fins de entretenimento, os sócios entendem suas obrigações (p. 138).

 

Nos apêndices, temos uma abordagem sobre falar de dinheiro na igreja. Interessantemente, eles mostram que a oferta da viúva foi sacrificial e envolvia sua própria vida envolvida naquele depósito no gazofilácio. O texto, entretanto, trata de oferta e não de dízimo (Lc. 21.4). Esta dificuldade, pelo menos, deve ser levada em conta no quesito sobre ofertas na adoração coletiva. No apêndice B, há uma boa arquitetura lógica para depreender que a avareza é uma das causas do não dizimar de muitos. E ele utiliza a avareza também como motivo suficiente para excluir da membresia aqueles que não dizimam (ponto para  reflexão). No último apêndice, eles tratam de Mateus 23:23 como uma ordenação de Jesus quanto ao dízimo. O livro ainda conta com um anexo escrito pelo pastor Wagner Lima Amaral sobre princípios e normatização. Os princípios avaliados são adoração e sustentação. Ele ainda aponta uma prática ordenada (norma): o dízimo para viabilizar estes dois princípios. Demonstra, por fim, que esta norma ainda hoje ajuda a pessoa a viver o princípio da adoração e da sustentação, sendo assim ainda é vigente.

Acredito que esta abordagem introdutória aos dízimos é muito oportuna e bem convincente em sua argumentação. Acredito que os autores poderiam (talvez até em trabalho posterior), uma exegese mais exaustiva de Hebreus 7 e de 1 Coríntios 9, munindo com argumentos mais amiúdes a excelente “teologia da casa de Deus” desenvolvida na presente obra (bem esmiuçada nas obras de Beale mencionadas na nota de fim 1). Que Deus utilize esta obra para mexer conosco, a fim de sabermos se a pouca ênfase nos dízimos dada por muitos de nós não decorre de um coração avarento. Que Deus nos sonde por meio de Sua Palavra e utilize a argumentação destes pastores para nos fazer meditar em nossa prática de contribuição financeira continuada em nossas igrejas. Amém!

 

 

Notas de fim

____________________________________________________________________________________

[i] Aqui eles se beneficiariam bastante das análises de G. K. Beale em suas obras The Temple and the church´s mission e God Dwells among us, obras que lidam com a ideia da Teologia do lugar de adoração.

 

[ii] O Pr. Rômulo Monteiro também faz menção da passagem de 1 Coríntios 9:14 no vídeo “Dízimos e um texto esquecido”, disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=7jW4wO6-04Y . Acesso em: 03/10/2017

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3 comentários sobre “Resenha 35: Dízimos e Ofertas (Adílio Lima; Carlos Bezerra)

  1. Como sempre, muito boa resenha. Parabéns.
    Para mim o fato de Abraão dizimar para Melquisedeque, que representava O Sr. Jesus, e ser antes da Lei; e como estamos hoje sob o sacerdócio real DO Sr. Jesus, é suficiente para eu ser dizimista convicto.
    Entendo o dízimo como um princípio de Deus, mais que como um mandamento, antes da Lei, entra para a Lei como mandamento, e volta para a Igreja, no sumo sacerdócio DO Senhor e no sacerdócio dos salvos(1Pd.2), como princípio dominante de Deus.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Acabei de ler o livro numa sentada. Achei maravilhoso! O livro reflete bem a força teológica que os Batistas Regulares têm. Não tenho encontrado melhor captação do tema do que a frase que ficou como subtítulo: “Quando a voluntariedade se torna soberania”.
    Gostaria de levantar duas críticas, esperando uma segunda edição: primeiro, é necessário um capítulo que fale sobre o dispensacionalismo e o dízimo. É óbvio que esta questão é tratada ao longo do livro, mas merecia um capítulo à parte, principalmente por ser este o principal argumento dos não dizimistas em nossas igrejas e este não seria o problema para a teologia do pacto. Segundo, é necessário um cuidado especial com a fonte grega, pois ela não apareceu corretamente. Sei que este trabalho fica com a gráfica.

    Curtido por 1 pessoa

    • O livro é excelente. A lógica do livro é complementada com os apendices, onde algumas respostas para perguntas do tipo “por que disciplinar um não dizimista?” são dadas no melhor estilo John Frame. Pastores Carlos e Adílio estão de parabéns. Quanto às minhas criticas, estão no corpo da resenha.

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