Resenha 49: Igreja Emergente (D. A. Carson)

Igreja Emergente: O movimento e suas implicações.

Autor: D. A. Carson.

São Paulo: Edições Vida Nova, 2010, 288 pp.

Tradução do original: Becoming Conversant with the Emerging Church © 2005 by Zondervan.

Tradução: Marisa K. A. de Siqueira Lopes

Resenhista: Fares Camurça Furtado

Leitura realizada dos dias 12 a 17 de fevereiro de 2013.

 

Aqui o Dr. Carson prova porque é considerado um dos maiores eruditos conservadores na atualidade. Ele demonstra sua ampla gama de pesquisas (é lógico auxiliado por alguns alunos) e mostra uma aproximação com a cultura de igrejas emergentes, na tentativa de tentar entendê-las.

 

Carson observa que as igrejas emergentes caracterizam-se pelo protesto contra o fundamentalismo e contra as megaigrejas. No capítulo 1, Carson trata de mostrar os principais distintivos da igreja emergente e reconhece a dificuldade de fazê-lo tendo em vista as generalizações.  No capítulo 2, observam-se os pontos fortes da igreja emergente em sua intensa busca por influência no meio da sociedade. No capítulo 3, Carson aponta como o modernismo é visto de maneira reducionista pelos emergentes e nos capítulos 4 e 5 uma excelente abordagem sobre o pós-modernismo é colocada (Carson explica até melhor que Grenz – talvez porque Grenz também aderiu a muito da pós-modernidade). Nestes capítulos, Carson vez por outra remete o leitor para sua obra The Gagging of God em que trata do pluralismo.

 

No capítulo 6, o erudito do TEDS não é nem um pouco generoso ao analisar profundamente Ortodoxia Generosa de Brian McLaren (americano) e The Lost Message of Jesus de Chalke (britânico). Ele mostra as incoerências das antíteses estabelecidas por McLaren e Chalke e parece querer apontar que seus sistemas são idólatras, negando a expiação substitutiva, sendo tolerantes com homossexuais, evitando falar sobre o inferno e despersonalizando Satanás. Os dois últimos capítulos são dedicados a uma exposição de textos que mostram a necessidade de negarmos os ensinamentos da igreja emergente.

 

Obra de excelente conteúdo, apesar de o capítulo 4 ser difícil de ler e entender, é uma das melhores explicações que já vi sobre o que se tem chamado de pós-modernidade.

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