Olavo!

Olavo

olavo

Olavo de Carvalho não é um palpiteiro que surgiu do acaso, tampouco é um formador de opinião do tipo “politicamente correto” padrão Fake News; não é cria da USP nem se notabilizou por titulações acadêmicas concedidas por percentual de participações em artigos, revistas e congressos da universidade brasileira. Sua metodologia acadêmica não é pautada por bajulação; seu espectro de estudos não se limita ao ementário da PUC e seu domínio literário não se limita aos paradidático lidos às pressas no Ensino Médio. Ele não desceu de pára-quedas no quintal da fama por tê-la como alvo. Também não ficou enciumado com a turminha de intelectualóides ovacionada pela mídia. Tomou como método empreender uma investigação em busca da verdade, por mais sôfrega que fosse esta investida, não se acovardou diante dos muitos obstáculos ao longo da jornada. Aprendeu desde cedo que mais do que Q.I. deve-se estar motivado a fim de obter êxito na aquisição de conhecimento. Foi lendo não para acumular uma pilha de livros lidos, mas para tentar compreender a realidade. Não se ateve a um só, quando preciso interrompia leituras para fazer pesquisas adicionais. Amealhou conhecimento ao lado das mentes mais brilhantes com as quais podia travar diálogo e fez leituras em português, espanhol, inglês, francês, alemão. Aprendeu o Latim; estudou culturas, religiões, sistemas filosóficos e compreendeu que camadas da personalidade não podem ser saltadas sem o devido domínio das camadas prévias. Aprendeu que a coragem pra combater o erro deve ser tão intensa quanto o amor na busca pela verdade. Observou suas limitações, o que era necessário percorrer e não perdeu tempo choramingando nem se autocomiserando, escarificando as chagas de uma alma medíocre; deixou a mediocridade ao lado dos conformados e tratou de pesquisar um assunto pelo qual manifestou interesse tamanho ao ponto de dedicar uma vida inteira a pesquisar está temática (Marxismo). Aprendeu o valor de estudar fontes primárias, o valor de ampliar o imaginário literário de sua própria língua e das principais culturas e aprendeu a beleza decorrente da literatura como fator necessário para impulsionar os estudos acadêmicos mais excruciantes, afinal uma alma sem imaginário pode escrever milhares de livros, porém com uma imaginação moral rasa, aprisionada e entregue à vileza do mero beletrismo. Fez estudos teológicos, históricos, filosóficos, literários, astrológicos, estudou religiões comparadas e leu tudo o que pôde das principais mentes que estavam à sua disposição. Aprendeu cedo que pobreza e endividamento não são fatores antitéticos ao estudo, até porque se fôssemos esperar por circunstâncias financeiras, sociais, políticas e afetivas ideais, ainda estaríamos aprendendo o abecedário. A visão do transcendente e o senso das proporções o habilitaram para a amplitude de pesquisas por ele efetuadas. Mesmo sem dinheiro e sem patrocínio adequados multiplicou a publicação de apostilas, artigos, ensaios, livros, debates e cursos na área de filosofia. Pouco a pouco foi moldando intelectuais do Brasil, recebendo a admiração de grandes ícones da cultura nacional e internacional. Criou o COF, uma grande instituição alfabetizadora (pois todos nós somos, em parte, analfabetos funcionais). Promoveu a disseminação de bons escritos nacionais e internacionais, influenciou editores, jornalistas, médicos, advogados, professores de todo o Brasil. Porém, há de se dizer que não entrou no mundo da academia pública precocemente, pois não visava fama, mas preparo. Autodidata dos mais distintos, à semelhança de Machado de Assis, notabilizou-se pela retórica invejável e cativante de seus escritos. Hoje colhe os louros de uma vida acadêmica coerente, engajada na busca da verdade e ainda velho continua querendo aprender.

Certamente, temos muito a aprender com o professor Olavo de Carvalho, mesmo que tenhamos muito a discordar. Enquanto os intelectuais brasileiros não deixarem de lado o vitimismo, o senso de autossuficiência que busca assassinar a reputação daqueles que não se rendem ao politicamente correto, então estaremos em mais lençóis. Mas diante de tudo isso, resolvo: empreender uma busca pela verdade, tomando Deus como meu maior valor; meditar mais e voltar atrás nas camadas de minha personalidade que foram puladas para o meu próprio emburrecimento; de maneira gradual ler os clássicos, aprender o Latim e utilizar tais recursos e ferramentas diante de Deus, canalizando este arcabouço de conhecimento para minha área de atuação, a fim de não agir como um êmulo inoperante. Para isso, valer-me-ei da tradição e da base última de autoridade registrada (as Escrituras Sagradas), aprendendo com cada homem, ao passo que secundarizo tudo o que me impede de crescer; e empreendo um esforço descomunal contra principados e potestades na luta em prol da verdade. Que o faça para Deus no anonimato de uma vida visualizada por Ele em todos os seus momentos. Que meu público seja Deus e assim serei feliz nos meus feitos, mesmo que aos outros só pareçam defeitos. Louvo a Deus por tudo e agradeço ao professor Olavo de Carvalho, que na diversidade de opiniões, me tornou salientes tais coisas!

Desejo as melhoras do professor e oro por sua vida!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s