Resenha 61: O Idiota (Fiódor Dostoiévski)

O Idiota, O Imaginário e a Identidade Cristã: uma resenha crítica da obra O Idiota, de Fiódor Dostoiévski.

Quarta Edição. São Paulo: Editora 34, 20015, 688 pp.

Tradução: Paulo Bezerra

 

 

 

Uma das obras que me intrigou profundamente foi “A Vocação Espiritual do Pastor”, de Eugene Peterson. O que me chamou atenção foi o redirecionamento dado pelo autor em seu ministério a partir da leitura de Dostoiévski. Peterson passou por uma crise ministerial e após ter procurado um conselheiro vocacional entre os vivos, veio encontrar entre os mortos, em Dostoiévski um mentor vocacional, por meio do qual revigorou sua paixão e seu temor a Deus. A impressão que tive é que Dostoiévski estava sendo mais influente na vida de Peterson do que a própria Bíblia. E foi este o motivo de minha intriga. Intriga esta, aliás, criada por meio de meu déficit hermenêutico e ignorância imaginativa, pois naquela época eu ainda não conseguia entender o valor real da leitura imaginativa.

A pergunta que ecoava nos recônditos de minha alma diante desta intriga era: não estaria a Literatura subvertendo a suficiência das Escrituras? Será que a Literatura sorrateiramente não estaria suplantando o lugar único pertencente somente às Escrituras?

Em certo sentido estas perguntas são feitas por cristãos que começam a ler quaisquer outras literaturas. É sabido ais literaturas trazem um grande encantamento e podem muito bem virar prioridade em nossas leituras em detrimento da Bíblia.

Estas perguntas são necessárias para todo o teólogo que deseja encarar com sinceridade e honestidade a relação entre Literatura e Teologia. Sabemos do fascínio que a Literatura pode exercer sobre nós ao ponto de começarmos a ler obras diversas e não pararmos mais.

No entanto, devemos levar em conta a ideia de imaginário. Aqui é válido citar Northrop Frye:

Vocês podem perguntar, então, qual é a utilidade de estudar um mundo de imaginação onde tudo é possível e tudo é admissível, onde não há certo e errado e onde todos os argumentos têm o mesmo valor. Uma das utilidades mais óbvias, penso eu, é o incentivo à tolerância: na imaginação as nossas próprias crenças são simples possibilidades, e ainda enxergamos as possibilidades das crenças alheias.[i]

 

 

 

Percebamos que o conceito de imaginação não envolve primariamente a formulação de injunções morais, mas de um mundo de possibilidades. O imaginário é aumentado por meio de obras, personagens e enredos à medida em que estas coisas apreendidas nos ajudam a imaginar melhor uma problematização de maneira mais acurada e as possíveis soluções para determinado problema por meio de uma rede de possibilidades que se desenham com mais nitidez, dando-nos tantas opções em seus leques, tal qual uma prova de múltipla escolha, que muito provavelmente conterá nesta lista a opção correta (ou várias delas).

Aqui podemos mencionar Aristóteles em sua famosa relação entre Poesia e História:

Pois o historiador e o poeta não se diferem por narrar acontecimentos em versos ou em prosa (pois se poderia colocar em versos os livros de Heródoto e não seria menos uma história em verso que em prosa); mas por isto diferem, por um narrar as coisas ocorridas e o outro, as que poderiam acontecer.[ii]

 

 

 

E neste sentido, ao criar novas possibilidades, ela amplia nossa imaginação, envolvendo não somente nosso intelecto, mas também nossas emoções; como bem disse Frye, a imaginação envolve vontade e possui o “poder de construir modelos possíveis de experiência humana” [iii]. Aqueles que já tentaram aconselhar pessoas sabem de como há um hiato entre teoria e prática de aconselhamento que só pode ser preenchido com uma boa imaginação teológica, conforme salientou o professor Fernando Henrique Pereira da Silva[iv].

A imaginação não é baseada em registros aleatórios de nossa memória ou registros outros que venhamos a ler. Mas a partir do conjunto de enredos e personagens alocados em nossa mente que trazem um aporte de realidade; aqui nos referimos ao conceito de imaginação moral. Porém, só se pode agregar ao imaginário quando algo é apreendido em sua essência, pela atenção e apreço dado ao longo da leitura, de maneira semelhante a um filme muito caro para nós[v].

Assim quando tratarmos com qualquer outro tema, nosso imaginário já estará alimentado com o conjunto de enredos e personagens previamente captados (e não somente lidos ou assistidos). Daí a importância de lermos com atenção, para captar a ideia e não apenas para cumprir um programa de leitura anual.

Ao se ler determinada obra, deve-se entender que estamos lidando com um conjunto de intertextualidades bem amplo, posto que naquela única obra é bem possível que dezenas ou centenas de outras obras estejam sendo citadas ou aludidas.

Em que este conceito de imaginário pode nos ajudar? Certamente, em nossa hermenêutica. Porque muitas vezes nós somos hermeneutas imediatistas na interpretação do mundo, do outro, da realidade e dos livros, ao ponto de não conseguirmos nem mesmo ouvir alguém e já criamos um rótulo A, B ou C porque não temos a capacidade de ouvi-la. É bem possível que aqueles que ouvem mal também leiam mal, pois a paciência requerida para ouvir o interlocutor face-a-face não é tão diferente daquela requerida para ouvir o autor mediado por seu escrito.

Um trabalho prévio de educação da imaginação muito útil indicado por Frye e adotado por Olavo de Carvalho é a mímese de bons escritores para a aquisição de uma identidade posterior de escritor que adquiriu sua própria voz e que será ecoada a plenos pulmões sem reverberar ipsis literis a voz do outro. Mas para isso é preciso ler “The Works” daquele autor, o conjunto de suas obras, antes mesmo de tomar qualquer juízo sobre a literatura dele. Nas palavras de Frye:

 

Somente uma prévia experiência com a literatura pode fazer um escritor querer escrever, e ele começará pela imitação do que quer que já tenha lido – em geral, a produção escrita do povo ao seu redor. Isto lhe proporciona aquilo que se chama convenção: uma determinada maneira típica e socialmente aceita de escrever. (…) Após trabalhar por um tempo dentro dessa convenção, seu próprio senso de forma vai desenvolvendo-se a partir de seu conhecimento da técnica literária. Ele não cria a partir do nada; e o que quer que tenha a dizer só pode ser dito de um modo reconhecivelmente literário.[vi]

 

 

A melhor forma de ler literatura imaginativa é entendê-la como um sonho acordado dirigido, onde a lemos sem interrupções e sem parar para fazer perguntas do tipo: será que aqui ele cometeu heresia? Este autor não está se alinhando com a esquerda? E tantas outras perguntas que tiram a atenção do leitor justamente para o ponto principal, que é entender o enredo. Quando você interrompe a leitura para fazer tais perguntas você age de maneira similar a um aluno que faz perguntas a um professor, mas que insiste em não ouvir a resposta, pois sua intenção em geral é interagir e confrontar de maneira imediatista e não tanto aprender.

 

É semelhante a um filme. Você não pausa um filme para fazer uma análise teológica ou filosófica. O que você quer saber é como a trama vai acabar. Quando você termina de ler ou de assistir a uma obra de maneira atenta, aquilo ficará incorporado ao seu imaginário e só aí será capaz de emitir um parecer à luz do que captou e aprendeu. Agora, o imaginário não é mera fantasia ou possibilidades bizarras, pois a imaginação captada por meio da arte não é uma imitação de irrealidades, mas de realidades que são abstraídas. Assim, não é a vida que imita a arte, mas a arte que imita a vida, a realidade. Aristóteles já dizia que os atores representam modelos humanos reais, quer sejam dos melhores, da média ou dos piores. Nas palavras do maior discípulo de Platão, comparando tragédia e comédia: “nesta mesma diferença distingue-se a tragédia da comédia; pois uma imita os piores e outra, os melhores do que são na realidade”[vii]. E é assim que devemos entender a obra O Idiota, de Fiódor Dostoiévski.

Dostoiévski (1821-1881) foi um dos maiores escritores russos de todos os tempos[viii]. Sua obra, graças a Deus, começa a ser melhor explorada em nosso país[ix]. Somente algumas breves notas biográficas, que são de grande utilidade no livro O Idiota. Dostoiévski passou por muitos dissabores em sua vida. Por sua associação com um grupo considerado suspeito aos olhos do Tzar, Dostoiévski foi condenado à pena de morte e foi levado à praça para ser executado, passando pelo intenso drama de pensar e repensar os últimos minutos de sua vida. Porém, pouco tempo antes da execução, um emissário chega com uma mudança da sentença de pena de morte para trabalhos forçados na Sibéria. Esta experiência serviu de grande inspiração para a escrita de Memórias da Casa dos Mortos. Após sair da prisão, sempre sob suspeita, publicou uma série de romances que emplacaram bem, mas nada se compara ao que Joseph Frank intitulou de Os Anos Milagrosos[x] de Dostoiévski, que vão de 1865 a 1871 (sem contar sua grande obra Os Irmãos Karamazov que foi escrita posteriormente). Neste período ele escreveu Crime e Castigo, O Jogador, O Idiota, O Eterno Marido e Os Demônios, só para citar alguns. No caso do romance O Idiota faz-se necessário dizer que e, 1867 Dostoiévski recebeu da revista Rússkii Viéstnik um adiantamento para começar a escrever sua futura obra O Idiota. Ele parte para a Europa onde escreve a obra em meio a fortes crises financeiras, lidando com o drama da epilepsia, envolvendo-se com jogos e pedindo dinheiro emprestado a muita gente, sempre escrevendo sob pressão, mas sempre amparado pela esposa Anna Grigórievna. Em 1868 ele publica O Idiota.

 

As personagens de Dostoiévski não são construídas necessariamente a partir de suas experiências pessoais, mas são representações de grandes temas sociais: o assassino, a devassa, o homem belo, os oportunistas, os niilistas, os burgueses, os socialistas, etc. Para Mikhail Bakhtin, os personagens de Dostoiévski são polifônicos e não são “vivem uma vida biográfica”, pois o autor “concentra sua ação nos pontos de crises, fraturas e catástrofes.”[xi] Como bem disse Otto Maria Carpeaux: “quando Dostoiévski escrevia um romance, via primeiramente os problemas e depois as personagens”[xii]. Contudo cabe ressaltar que alguns aspectos autobiográficos, mesmo que de forma inconsciente estão bem presentes ao longo do livro O Idiota. É o caso do Príncipe Mishikin, personagem principal da obra. Dostoiévski não poderia ter descrito tão bem uma crise convulsiva se não fosse epiléptico. Da mesma foram, se não tivesse vivenciado uma experiência de iminência de morte não poderia ter apresentado tão bem o suplício de um condenado à morte em seus últimos minutos de vida. Valho-me da autoridade do biógrafo Joseph Frank para apresentar este aspecto mais íntimo da obra O Idiota:

 

De todos os grandes romances desse autor, O Idiota é a obra mais pessoal, o livro no qual ele encarna suas convicções mais íntimas, acalentadas e sagradas. Ele deve ter sentido que os leitores que se comoveram com essa obra eram um grupo seleto de almas e irmãs com as quais podia comunicar-se de verdade.[xiii]

 

 

 

Antes de continuar, é preciso dizer o porquê de Dostoiévski ter sido tão detratado na Europa. É que ele simplesmente denunciou o “espírito da época” europeu e ecoou o apego à nação russa (eslavofilia), mas principalmente porque era conservador. Conforme a explicação magistral de Otto Maria Carpeaux:

 

Enquanto quase todos os poetas russos do século são revolucionários, liberais, democratas e socialistas, Dostoiévski é conservador; ou, melhor, reacionário intratável: ajoelha-se, não somente perante as imagens da Igreja russa, como também ante o retrato do tzar, e à sua concepção de humanidade cristã ele mistura um ódio violento à Europa e o sonho de um Império Universal russo.[xiv]

 

 

Segundo Luiz Felipe Pondé, O Idiota foi mal escrito[xv], apesar de ser uma obra fantástica. Numa cadência ofegante de discursos, em muitas ocasiões a escrita fica truncada. Para se ter uma ideia, ele gasta pelo menos 3 capítulos para apresentar um discurso do personagem Hippolit. Isto pode se dever às pausas da escrita e ao seu endividamento e envolvimento com jogos.

O livro é dividido em 4 partes. Na primeira parte, temos o retorno do Príncipe Mishikin à Rússia, após alguns anos de tratamento para Epilepsia na Europa. Na parte 2, percebemos a relação dos que o rodeiam (alguns como oportunistas) por conta de sua herança e nas partes 3 e 4 o desfecho do enredo, que ocorre de maneira trágica.

Míshikin é a representação do homem belo moralmente. Ele é sempre muito atencioso e compassivo com seus interlocutores. Sabe ouvi-los e atentamente procura ajudá-los. Por conta de sua modéstia, desapego ao material e ingenuidade no falar, alguns o tratam com desprezo e desdém. Na trama, ele conhecerá Nastácia Fillipóvna, uma mulher que sofreu humilhações na adolescência e que agora não se deixa dominar por conveniências e por interesses financeiros. Aglaia é a jovem de família que se apega a Mishikin e percebe nele uma pessoa capaz de revolucionar a Rússia.

Mishikin sempre causa algo nas pessoas. Ninguém fica paralisado diante deste jovem. Muitos refletem diante de suas precisas análises; outros tentam se aproveitar da boa vontade do Príncipe para explorá-lo.

Mas perceberemos, por exemplo, em seu embate com os niilistas, que tendo publicamente detratado a imagem do Príncipe em um jornal, tentam intimidá-lo a ajuda-los financeiramente, mas a linha tênue de argumentação de Mishikin, auxiliado por Gánia é algo de uma fineza retórica louvável.

Nesta obra, Mishikin está sempre quebrando códigos sociais e desmascarando seus interlocutores de maneira brilhante. Ele aponta a mesquinhez do coração humano e é visto como alguém que expressa boa moralidade, ingenuidade, perdão, fidelidade à sua palavra (p. 194), é alguém que não impropera (p. 202) e que sempre procura mortificar seu ego.

Por conta disto, Míshikin é visto como uma figura que aponta para Cristo, mas segundo Pondé, um Cristo sem ressurreição, pois Mishikin é desarticulado socialmente e com uma autoconsciência fragmentada, que no final das contas não redimirá seus vizinhos e amigos, imagina a Rússia! Mas é nesta demonstração de auto-mortificação que parece terminar aparentemente caótica que Dostoiévski apresenta a vitória daquele que não se prostrou diante do niilismo, que não sonegou seus princípios nobres nos últimos instantes de sua vida e que sempre compassivamente procurou ajudar os excluídos e oprimidos sociais. Lutou contra o Catolicismo Romano e contra os ideais tão otimistas quanto ao homem da Europa. Ele viu no homem a fragmentação e a corrupção interior e exterior. Aliás, se você desejar ter uma excelente descrição da depravação total do homem, deve ler O Idiota. Ali temos uma mulher completamente doentia entregue a fugas de si mesma, envolvimento com patifes; percebemos pessoas tísicas, mas cheias de orgulho próprio; encontramos personagens alcoólatras, mas possuídos de empáfia e crença no homem; famílias de aristocratas confiantes em suas classes, etc.

Não posso dar mais spoilers desta obra, mas posso dizer que apesar dos discursos excessivos, do caráter sombrio com o qual o ser humano é apresentado, encontramos um Príncipe que não perdeu a imaginação moral. Neste homem que reúne traços de Cristo e de Dom Quixote, percebemos grande beleza. Nossa imaginação é acrescida com este personagem cheio de transparência social, reconhecimento de suas limitações, perdoador, amável, compassivo, preocupado com o próximo, amante da Igreja Ortodoxa, denunciante dos erros niilistas, e que ironicamente parece ter uma vida sem sentido, mas encontra-o no Sagrado.

Isto pode nos ajudar a pensar melhor modelos sociais para pessoas que foram traumatizadas na infância, que sofrem com crises convulsivas, que apresentam doenças consumptivas, que são intimidadoras ou que são intimidadas, que são jogadores compulsivos ou que são amargas e frias. Nossa imaginação é florescida com a vida do Príncipe Mishikin. Foi aqui que minha indagação inicial foi respondida. E a respondo com outra pergunta, negando a tese de Chaves assim como Jesus negou diante dos seus opositores. A pergunta é: alguma doutrina essencial da fé cristã é renegada ao longo da leitura de O Idiota? Não. Continuo crendo na criação, na Queda do Homem, na Redenção em Cristo e na Consumação realizada por meio de Sua Segunda Vinda. Mas vivo, agora, com um imaginário mais enriquecido por possibilidades e alternativas adicionais para resoluções de problemas cotidianos do homem. Não é que Mishikin se torna o senhor de minha vida, mas fertiliza minha mente para melhor glorificar o Meu Senhor Jesus Cristo.

A identidade cristã sempre será seguir a Jesus. Isto envolve sofrimento e autonegação. A cruz de Cristo é loucura aos olhos dos homens. Eles zombam de nós e de Deus, mas no final serão escarnecidos. Tenha Deus misericórdia de nós e que o modelo humano apresentado a nós por meio do Príncipe Mishikin nos ajude a nos mantermos firmes diante das zombarias e escárnios daqueles que nos chamam de Idiotas, a nós que fomos alcançados pela Eterna Sabedoria. Queira Deus nos usar para sermos compassivos com estas pessoas com o fito de o Espírito Santo curá-las da cegueira espiritual, fazendo-as enxergar que idiotice é exatamente o inverso do Cristianismo.

 

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Notas de fim:

 

[i] FRYE, Northrop. A Imaginação Educada. Campinas,SP: Vide Editorial, 2017, p. 68.

 

[ii] ARISTÓTELES. Da Arte Poética. São Paulo: Martin Claret, 2015, p. 31.

 

[iii] FRYE, Op. Cit., p. 18.

 

[iv] Em sua comunicação “A Importância da Imaginação Teológica para a Igreja”, ministrada durante a VI Semana Teológica da FBC no dia 14/06/2018.

 

[v] Nunca nos esquecemos daqueles filmes que realmente nos tocaram, os quais foram assistidos com plena atenção e deleite.

 

[vi] FRYE, Op. cit., p. 34.

 

[vii] ARISTÓTELES, Op. Cit., p. 21.

 

[viii] Nas palavras de Otto Maria Carpeaux: “Doistoiévski é, se não o maior, decerto o mais poderoso escritor do século XIX; ou do século XX, pois a sua obra constitui o marco entre dois séculos da literatura.” In: CARPEAUX, O.M. A Cinza do Purgatório: Ensaios. 9ª Ed. Balneário Camboriú, SC: Livraria Danúbio Editora, 2015, p. 161.

 

[ix] Apesar da genialidade de Dostoiévski por muito tempo sua obra foi ignorada e ainda o é. Nas palavras de Carpeaux: “Parece, porém, que toda a Europa tenta resistir-lhe, instintivamente e obstinadamente; e, como esse bárbaro barbado, com a face sulcada de sofrimentos, parece irresistível, os europeus entrincheiram-se, ao menos, num baluarte de interpretações erradas.” In: Carpeaux, Op. cit., p. 161.

 

[x] Título do quarto tomo da famosa biografia de Dostoiévski, escrita por Joseph Frank.

 

[xi] Dados extraídos da orelha da obra ora resenhada.

 

[xii] CARPEAUX, Op. Cit., p. 164.

 

[xiii] FRANK, Joseph. Dostoiévski: Os anos milagrosos, 1865-1871. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2013, p. 419.

 

[xiv] CARPEAUX, Op. cit., p. 162.

 

[xv] Agradeço ao Márcio Rogério Bernardo por ter me emprestado esta excelente obra: PONDÉ, L.F. Crítica e Profecia: a filosofia da religião em Dostoiévski. São Paulo: Leya, 2013, p. 284.

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