Lembranças Acadêmicas de 2018.

LEMBRANÇAS ACADÊMICAS DE 2018.

fares 2019

 

Quando falamos de lembranças acadêmicas de 2018, é apenas para nos direcionarmos em um foco de nossas memórias do ano que se passou. Mas é lógico que em cada resenha efetuada, obra lida, reflexão efetuada, todo o seu ser está envolvido (e não apenas sua vida acadêmica). O eterno dilema de Orígenes Lessa entre o feijão e o sonho nos revela que o sonho está no feijão e o feijão também está no sonho. Não podemos conviver sem os dois. Se sufocarmos um deles, inexoravelmente não teremos o outro. Precisamos trabalhar nosso espírito, nosso corpo, manter disciplina para nos adaptar às atividades vocacionais e ao cotidiano doméstico/familiar.

Descobri que podemos produzir muito nos lugares mais inesperados. Um local onde li bastante foi em um Hospital onde sou plantonista. Em média consegui ler um livro por plantão, nos intervalos entre as consultas, principalmente no período noturno, quando não havia pacientes. Isto me fez refletir na grande verdade bem exposta pelo Pr. Almir Marcolino: “você sempre arruma tempo para fazer o que quer”. Portanto, não há desculpas para a incultura individual, uma vez que milhares de ferramentas estão para auxiliar o indivíduo, inclusive os pobres, na aquisição de cultura. Os que reclamam por falta de tempo, certamente, sinalizam: “eu não quis ler e estudar o suficiente”.

Diante de perguntas do tipo: “como você lê tantos livros por ano?”, eu respondo: aproveito os horários vagos, intervalos entre consultas, finais-de-semana, viagens, etc. Lembrei-me da irmã Janete, professora de Inglês do SBC. Ao ser inquirida sobre qual era o segredo para acordar tão cedo todos os dias, ela respondia: “o segredo é levantar”. Da mesma forma, para quem pergunta qual o segredo de tantas leituras, a resposta simples e direta: “o segredo é ler”.

No quesito número de livros, houve uma queda substancial de 2017 para 2018. Em 2017, li 90 livros; em 2018, foram 68. Se nossa vida fosse mensurada em termos de leituras anuais, eu poderia dizer que 2018 foi um ano de grande declínio. No entanto, julgo que por conta de outros projetos acadêmicos e espirituais, minhas leituras foram mais seletivas. Preparei-me com grande empenho para algumas palestras, participei de um simpósio, ajudei a organizar um evento acadêmico na área de Linguística, criei juntamente com 3 colegas um grupo de estudos teológicos (o TED), fiz algumas abordagens políticas, ministrei aulas em E.B.D., preguei em algumas igrejas, fiz resenhas, vídeos, fiz imersões literárias (poucas, confesso, mas fiz) com meus filhos. No entanto, vários percalços me deixaram desanimado, querendo desistir, mas tal qual Phoenix (ou Fênix), o desejo de continuar estudando me revitalizou.

Pude aprofundar em alguns centímetros o meu raso conhecimento sobre cultura, ao ler as obras de Niebuhr (Christ and Culture), Carson (Cristo e Cultura revisitados), Joe Rigney (As coisas da terra), Olavo de Carvalho (O Jardim das Aflições; O Futuro do Pensamento Brasileiro), dentre outros. Falar sobre a relação do Cristão com a Cultura foi desafiador para mim. Pude aprender bastante com os irmãos da Igreja Batista Calvário, em Fortaleza, pastoreada por meus amigos pastores Roque Albuquerque, Guilherme Nunes e João Nelson. Posso dizer que mais aprendi do que ensinei ao longo das palestras (O Cristão e a Cultura – graça comum; aborto, feminismo e machismo; casamento homossexual e ideologia de gênero; Política e artes; pluralismo religioso e relativismo; Table Talk). A “Table Talk” com os pastores João Nelson e Guilherme Nunes muito contribuiu para o meu crescimento acadêmico e espiritual. Louvo a Deus por esta igreja e pela bênção de terem pastores eruditos e piedosos.

Um outro momento de grande benefício acadêmico e espiritual foi participar como preletor de um acampamento de jovens de Guaíra e adjacências, em um sítio no município de Barretos. Agradeço aos pastores Cleyton Maciel e Clodoaldo pelo convite. Foi muito bom enriquecer meus conhecimentos na área de Relativismo (aprendi bastante sobre o benefício da dúvida com Peter Berger e revisitei o clássico “Deus Amordaçado” de Carson). Foi muito bom estar com os irmãos; fui muito bem recebido e tratado. Uma experiência maravilhosa!

Uma última experiência de viagem para conferências foi minha ida a Mossoró, para palestrar em um acampamento de jovens da Igreja Batista Regular da Fé, a convite do pastor Antônio Marcos, para falar sobre Revolução Cultural. Foi bom interagir com alguns irmãos daquela cidade e perceber o quão amadurecidos muitos deles já se encontram em leituras teológicas e políticas. Foi bom conhecer o Rio Grande do Norte com a minha família e aprender mais sobre “mentalidade revolucionária”, inclusive na minha própria carne.

Além das leituras pessoais, também tive uma excelente experiência de enriquecimento acadêmico e espiritual quando servi como professor auxiliar da Mocidade da Igreja Batista Regular de Novo Juazeiro, ao lado do Pr. Daniel Simões. Ministrei aulas sobre Homossexualidade, Seitas e heresias, política, dentre outras. Agradeço muito ao pastor Daniel pelo apoio, pelas sugestões e pela oportunidade. Também agradeço a cada jovem pela interação.

Além disso, tive a oportunidade de participar de um Simpósio durante a Semana Teológica da Faculdade Batista do Cariri. Apresentei uma resenha crítica da obra “O Idiota”, de Dostoiévski. Foi uma experiência enriquecedora! Revi amigos e pude aprender mais um pouco sobre a relação entre Teologia e Literatura com o Pr. Mark Swedberg.

Neste ano, eu e mais três amigos (Fernando Henrique, Pedro Gomes e Rafael) criamos um grupo de Estudos (Teologia em Diálogo), por meio do qual faremos entrevistas, promoveremos eventos. Neste ano, com o apoio do Seminário Batista do Cariri, e com a participação do professor Fernando Henrique, promovemos um minicurso sobre Linguística aplicada ao Novo Testamento. Foi muito bom aprender com o professor Fernando Henrique e enriquecer pastores, teólogos e seminaristas da região com conhecimentos na área de Linguística, Linguística Cognitiva, Lexicografia, Análise do Discurso, Teoria do Aspecto Verbal. Para mais estudos nesta área indico o blog: https://linguisticantblog.wordpress.com/ , com artigos do Pr. Guilherme Nunes e do professor Fernando Henrique. Neste ano o TED entrevistou André Venâncio & Norma Braga, Pr. Iranir, Pr. Mark Swedberg, Pr. Jenuan Lira, Pr. Reinhold Federolf e professor Fernando Henrique.

No geral, posso dizer que foi um ano produtivo. Que Deus me estimule a continuar firme em meus estudos e minha vida cristã ao longo de 2019. Que eu leia mais e aproveite melhor o meu tempo em 2019. Estás deprimido, leia livros! Estás contente? Leia mais ainda! Feliz 2019 para todos vocês.

Abaixo, minhas leituras de 2018:

01/2018. GONZÁLEZ, Justo L. Cultura e Evangelho: o lugar da cultura no plano de Deus. São Paulo: Hagnos, 2011, 152 pp.

02/2018  DEYOUNG, Kevin. O que a Bíblia diz sobre a homossexualidade. São José dos Campos, SP: Fiel, 2015, 200 pp.

03/2018 CARPEAUX, Otto Maria. A Cinza do Purgatório. Nova Edição. Balneário Camboriú, SC: Livraria Danúbio Editora, 2015, 340 pp. Carpeaux foi o maior crítico literário que já atuou neste país. Hoje temos o Rodrigo Gurgel e o Martim Vasques da Cunha.

04/2018. CARVALHO, Olavo de. O Jardim das Aflições. De Epicuro à ressurreição de César: ensaio sobre o Materialismo e a Religião Civil. 3ª Ed. com posfácio inédito. Campinas, SP: Vide Editorial, 2015, 464 pp. Olavo é um exímio escritor e a qualidade deste escrito é incontestável. É de longe o melhor livro de Olavo que eu já li e um verdadeiro manancial de conhecimento histórico, filosófico, de religiões comparadas, literatura e atualidades. Por favor, leiam!

05/2018. SPURGEON, Charles. Lições aos meus alunos. Vol. 1. Homilética e teologia pastoral. São Paulo: PES, 2001, 224 pp. Spurgeon é show. Destaco o capítulo “cego de um olho e surdo de um ouvido”. Não devemos dar ouvidos a tudo o que dizem a nosso respeito.

06/2018.  RIGNEY, Joe. As Coisas boas da terra: estimar a Deus ao desfrutar de suas obras. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2017, 288 pp. Este livro maravilhoso de Joe Rigney complementa Desiring God, de Piper. Cirúrgico, um chamado a desfrutar as dádivas da criação ao invés de viver acorrentado num ascetismo/estoicismo típico de muitos segmentos do Cristianismo.

07/2018.  CARVALHO, Olavo de. O Futuro do Pensamento Brasileiro: Estudos sobre o nosso lugar no mundo. 4ª Ed. Campinas, SP: Vide Editorial, 2016, 240 pp. Olavo faz um diagnóstico preciso do pensamento brasileiro, demonstrando que em geral nossos intelectuais se importam meramente com cargos, títulos e crescem por meio de picuinhas e fofocas. A cultura reinante é a da ignorância. Aponta caminhos na valorização de nossas quatro grandes mentes: Miguel Reale, Gilberto Freyre, Otto Maria Carpeaux e Mário Ferreira dos Santos.

08/2018. ADICHIE, Chimamanda Nogzi. Sejamos todos feministas. São Paulo: Companhia das Letras, 2015, 64 pp.  Este livro da nigeriana Chimamanda segue a ótica feminista internacional de igualitarismo de gênero. Fala em ser uma feminista feliz e sugere educar nossos filhos de maneira diferente, a fim de que os homens não sejam os exclusivamente privilegiados. Existe muito desrespeito e desacato às mulheres, de fato, mas o igualitarismo proposto não é algo possível, tendo em vista que o aspecto essencial do complementarismo entre os gêneros impossibilita a efetivação de uma sociedade melhor, caso a mulher se torne cada vez mais emancipada!

09/2018.  SHEHERAZADE, Rachel. O Brasil tem cura. São Paulo: Mundo Cristão, 2015, 144 pp. Sheherazade mudou de opinião recentemente, em termos políticos. Mas o livro por ela escrito retrata muito bem as raízes históricas do problema do Brasil (apadrinhamento, dependência financeira, mazelas políticas, educação precária e sistema judiciário defasado). Com muita destreza e linguagem simples ela mostra corajosamente que não tem “papas na língua” nem “estoca vento na cabeça” (saudades da Dilma. Rs). Leiam!

10/2018.   SANDLIN, P. ANDREW. A Cosmovisão Sexual Cristã: a ordem de Deus na era do caos sexual. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2017, 114 pp. Que livraço! Um verdadeiro manancial de teologia bíblica aplicada ao sexo e uma exposição fenomenal da Revolução Sexual que se iniciou nos anos 1960. Nossa atitude não deve ser a de meramente vivermos piedosamente, mas de nos engajarmos nessa “guerra cultural”. Leiam! É um livro esclarecedor e profundo sobre as origens do Feminismo, LGBT e Ideologia de Gênero.

11/2018.  MCCULLEY, Carolyn. Feminilidade Radical: fé feminina em um mundo feminista. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2017, 362 pp. Como escreve bem a senhora McCulley! É uma exposição fantástica do Feminismo, da perspectiva histórica, ideológica e prática. O Feminismo desnudado não tem base, não faz sentido, degrada a mulher e não lhe dá o valor que somente a feminilidade bíblica complementarista é capaz de dar. Alternando entre exposição e histórias reais que exemplificam os princípios do livro, McCulley nos faz compreender, de forma simples, o que vem a ser o Feminismo e as reais implicações deste movimento. Que Deus continue usando esta mulher na arte da escrita.

12/2018.  NIEBUHR, H. Richard. Christ & Culture. New York, NY: HarperOne, 2001, 260 pp. Christ & Culture, de H. Richard Niebuhr, é um clássico da literatura cristã do século XX (tão bom que levou o grande teólogo Carson a escrever um livro analisando este). Ele desenvolve 5 abordagens envolvendo o relacionamento de cristãos e cultura: 1). Cristo contra a Cultura (uma abordagem contracultural, que em suma crê que a cultura deve ser evitada por estar sempre relacionada com o mundanismo. Possui em Tertuliano seu principal expoente. 2). O Cristo da Cultura, que em tese crê que Cristo deva ser assimilado pela cultura, fazendo sempre adequações para enquadrar o Cristianismo nos moldes de praticamente quaisquer expressões culturais. Tem em Ritschl um de seus principais proponentes. 3). Cristo acima da Cultura, uma abordagem de síntese entre a Cultura e o Cristianismo, reconhecendo entretanto a superioridade do Cristianismo, sem no entanto estabelecer um grande sistema de gradações para correlacionar de maneira harmônica todos os elementos culturais, filosóficos e históricos, debaixo da égide de Cristo. A Cultura tem seu valor e deve ser cultivada, mas a vida penitente e piedosa (por exemplo dos monges) é superior a qualquer gozo e valor que a Cultura per si possa dar. Seu maior representante é Aquino. 4). Cristo e Cultura em paradoxo. Para esta abordagem, há uma oposição constante entre Cristo e Cultura, um dualismo, ilustrado pela ideia de dois reinos (reino das trevas e o reino de Deus). Está ênfase foi estabelecida mais precisamente por Lutero (o autor coloca o apóstolo Paulo neste ponto do espectro também), mas difere da primeira abordagem por consumir e produzir nesta cultura, porém em espírito de combate contra seus elementos pecaminosos. 5). O Cristo que transforma a Cultura. Também chamada de abordagem conversionista, acredita ser capaz de transformar a cultura pelo poder do Evangelho, aplicando a uma cultura morta e decadente a vida e a fertilidade de Cristo. Tem em Agostinho, aquele cuja própria conversão exemplifica esta escola, seu maior representante.
O livro possui uma belíssima introdução e um escrito inédito de Niebuhr apresentado por seu filho, além do clássico pós-escrito que interage com Kierkegaard. Vale a pena sua leitura!

 

13/2018.   CARSON, D.A. Cristo e Cultura: uma releitura. São Paulo: Vida Nova, 2012, 208 pp. É muito bom reler integralmente este livro. Recentemente tinha lido 3 capítulos em preparação para uma série de palestras. Depois resolvi sentar e relê-lo cabalmente. É um livro maravilhoso que coloca a abordagem quíntupla de Niebuhr em xeque, por meio da Teologia Bíblica. Carson faz paralelos com a secularização, a democracia, o libertarianismo e o discurso como relação de poder Foucaultiano. Trata de política, linguística, artes e antropologia. Sempre, muito competente em suas análises, Carson faz uma releitura de Cristo e Cultura, mostrando a dificuldade de se reduzir a cultura a poucas categorias. Além disso, ele apresenta o viés liberal de Niebuhr e a forma deficiente como analisa certos personagens da história eclesiástica. Além disso, ele considera a vigência real do aspecto contracultural e do Cristo como transformador da cultura, simultaneamente. Livro precioso, escrito de forma inteligente e bem-humorada. Vale a pena ler (no meu caso, de novo).

 

14/2018.  ASSIS, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011, 256 pp. Machado é Machado. Simplesmente o maior gênio da literatura brasileira. Falo do escritor e não do homem Machado. Apesar de expressar um fim nihilista, a mediocridade da elite carioca e da própria nulidade da busca por um telos, Machado nos dá pérolas do foco narrativo em primeira pessoa, aulas de Linguística, mexe conosco e nos convida a interagir com a obra (nós, leitores, cujas vidas para Brás Cubas, parecem não ter tanto sentido assim), trata ainda das amarras sociais e do nihilismo final presente até do outro lado da existência. É lógico que há uma imaginação moral paupérrima nestes personagens, nem por isso a genial e devastadora exposição da inveterada humanidade em seu pecado original (se bem que até no lidar com a Bíblia Machado é heterodoxo) deixa de fazer conexões tão claras e pedagógicas com nossa atual condição social e moral. Leiam como se não estivessem estudando para o ENEM. Verão o quanto é oportuna a pena do defunto autor.

 

15/2018.  FREYRE, GILBERTO. Sociologia da Medicina. São Paulo: É Realizações, 2009, 288 pp. Sociologia da Medicina, um livro de Gilberto Freyre, foi primeiramente publicado em Portugal e na Itália, para alguns anos depois ser publicado no Brasil. Isso demonstra a influência internacional exercida por este grande brasileiro do século XX. Nesta obra, Gilberto Freyre propõe a implantação da Sociologia da Medicina, como disciplina a ser ministrada em todos os cursos de Medicina no Brasil. Apresentava já uma abordagem holística, tratando o paciente não como um elemento passivo, mas um sujeito, com um contexto social, de suma importância para o diagnóstico médico. Ele tenta vislumbrar aspectos importantes do Brasil e do Oriente em conexão com a medicina Ocidental tradicional, sem criar uma pecha anti-USA. Um livro muito bom que reconhece que pobres e excluídos sociais devem ter acesso à profissão médica, desde que tenham vocação e condições intelectuais propícias para isso e não uma quotização vitimista que forma técnicos semi-analfabetos. Porém, mostra a necessidade de uma cultura geral que deve perpassar todo o conhecimento médico e não meramente um estudo ultra-especializado. Paulo Freyre é um pensador profundo com uma comunicação simples e encantadora!

 

16/2018   ORTEGA Y GASSET, JOSÉ. A rebelião das massas. Campinas, SP: Vide Editorial, 2016, 364 pp. Um livro escrito para mostrar a subversão de domínio e de mentalidade no final do século XIX e início do século XX, que aponta para a derrocada da civilização ocidental. Trata-se da ascensão das massas não como classe mas como tipo predominante de mentalidade e individualidade: o médio, o não especialista e a desvalorização e paulatino descarte do homem especializado. Trata-se da valorização do banal, desapego aos clássicos e à erudição e aumento deste poder do homem-massa que vagarosamente vai desmontando o que de melhor há na Europa, em nome do novo, do imediato e do superficial. Esse fechamento do conhecimento em torno do homem-massa , da tecnologia e do aumento do poder (conforme também sugeriu Bertrand de Jouvenel) encerra a civilização num hermetismo intelectual, que simplesmente afasta a civilização da verdade. Contudo ele também aponta para a barbárie do especialismo que leva o homem técnico a se achar no direito de opinar sobre temas que ignora. Com este inchaço do poder centrado no homem-massa não é que surgiu uma nova moral; é que ao não desejar se submeter a normas o homem em busca do amoral, findou adotando o imoral. Um belo livro, bem escrito, uma verdadeira obra de arte, escrito em 1930 (mas cuja relevância é atualíssima). Já sabem: leitura obrigatória para aqueles que amam o conhecimento.

17/2018    ASSIS, Machado de. O Alienista. Porto Alegre: L&PM, 2017, 96 pp. Machado é Machado e o dele não foi emprestado, flutua suave diante dos seus leitores, tal qual pena no ar, quando tem a pena na mão. Uma cômica novela (um conto estendido) que versa sobre a loucura, o cientificismo, o homo academicus, o relativismo ao lidar com a sanidade e a loucura; a apresentação de argumentos anti-manicomiais bem explícitos, antes mesmo de Foucault (não que eu concorde, pois defendo a vigência dos manicômios, mas apenas descrevo o caráter profético dos escritos de Machado)em fim já antecipado, mas, nem por isso, menos esperado e bem escrito. O mestre do Realismo mais uma vez em sua pena que relega o homem à vil condição de alienado, tem no trato social posturas alienantes e possui nos seus alienistas os tratamentos mais alienadores possíveis, uma vez que o homem alienado sempre que procura resolver o problema da humanidade será frustrado e vencido. O pessimismo de Machado, tratado nesta tragicomédia social é revelado na postura do alienista alienado!

18/2018   RAZZO, Francisco. Contra o Aborto. Rio de Janeiro: Record, 2017, 266 pp. Francisco Razzo posiciona-se de maneira magistral em favor da vida dos embriões. Denuncia o ativismo pró-aborto e mostra que os diversos grupos no Brasil e no mundo que falam em termos de debate sobre o aborto (“precisamos falar sobre aborto”), na verdade, estão fazendo propaganda disfarçada de debate. Todos os grupos internacionais passam pela intelligentsia da Planned Parenthood e da ONU, inclusive criando grupos que usam o nome “Católicas pela liberdade” (que de católicos não têm nada)para promover cisma, divisão e dúvida no meio da Igreja Católica. Razzo escreveu um extenso capítulo para provar que o embrião é um ser plenamente pessoal (e não em potencial). Vale-se da Filosofia de Lorenz B. Puntel para demonstrar a personalidade integral do embrião, a partir do conceito de corpo (Korper e Leib – corpo objeto e corpo sujeito). Não há um aspecto funcional que crie a pessoa posto que a personalidade e o valor moral da vida reside não meramente em fatores empíricos (fisicalismo) mas necessita adequar-se à realidade (realismo). O embrião carrega todos os caracteres inerentes à pessoa primordial e nada de dignidade pessoal será acrescida a ele. Apesar das excelentes explicações de Razzo no âmbito da filosofia (e eu não tenho argumentos melhores que os dele), penso que a argumentação da personalidade do embrião precisa ser refinado. Isto me faz aguardar com ansiedade o livro editado pelo Dr. Hélio Angotti Neto. No entanto, não posso deixar de reconhecer o valor da obra de Razzo. É uma leitura interessante para aqueles que desejam entender melhor sobre a personalidade do embrião. Fica a dica.

19/2018   DALLIMORE, Arnold A. Spurgeon: Uma Nova Biografia. São Paulo: PES, 2008, 312 pp. É a terceira vez que leio este livro e novamente chorei com o relato da vida do Reverendo Spurgeon. Dallimore é um grande escritor e a forma como ele conduz a narrativa é fascinante.

20/2018   ERICKSON, Millard J. Escatologia: a polêmica em torno do milênio. São Paulo: Vida Nova, 2010, 248 pp. Um livro esplêndido, cheio de honestidade com cada posição escatológica analisada. Atualizado, principalmente na análise que faz sobre o Dispensacionalismo Progressivo. Só faltou falar do Arrebatamento Pré-Ira. É equilibrado e não “puxa a brasa para a sua sardinha”. Se você deseja um livro pra te iniciar nos estudos escatológicos, this is the Book!

21/2018   SPROUL, R.C. Deus é Santo! Como posso me aproximar dele? São José dos Campos, SP: Fiel, 2017, 112 pp. Um “couro de rato”, mas conta como livro. E que livro! R.C. Sproul conta sua experiência de regeneração e de chamado à santidade e nos desperta para tal temática a partir do chamamento divino de Isaías, da vida solitária dos profetas, os quais viviam em dependência de Deus; do repúdio de Jesus ao falso apego à santidade dos fariseus; do chamamento radical do apóstolo Paulo e dos seus ensinos sobre a santidade e do exemplo de Lutero, monge zeloso que encontrou nas Escrituras refúgio e resolução para o dilema de sua alma em como adquirir justiça. Livreto que pode ser lido em um único dia, com a doce e gentil escrita do falecido R.C. Sproul, que está com o Senhor e que continua vivo entre nós por meio de seus escritos e legado.

22/2018     CRAIG, W.L. A Veracidade da Fé Cristã: uma apologética contemporânea. São Paulo: Vida Nova, 2004, 312 pp. Reli este livro por ocasião do retorno de William Lane Craig ao Brasil. Este é um livro magnífico contendo uma apologética positiva, a exposição dos elementos básicos do Cristianismo de acordo com a estrutura teológica de Locis communes, de Melanchton. Ele mostra o papel do Espírito Santo na Apologética. Há uma apresentação consistente dos argumentos acerca da existência de Deus (um capítulo dificílimo é o terceiro, mas nos mostra o domínio que Craig possui em termos de matérias científicas), uma excelente exposição sobre a possibilidade dos milagres, uma excelente abordagem sobre metodologia histórica. O leitor ainda é brindado com um capítulo sobre credibilidade histórica do NT, da lavra do Dr. Craig Blomberg e dois capítulos finais sobre Jesus (seu autoconceito divino e as evidências da sua ressurreição). Para maiores detalhes você pode ler minha resenha sobre esta obra. https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2017/06/26/resenha-27-a-veracidade-da-fe-crista-william-lane-craig/

23/2018   LOPES, H.D. Mulher nota 10: os passos de uma mulher bem sucedida. São Paulo: Hagnos, 2013, 80 pp.  Um Courinho de rato benéfico. É direcionado ao público feminino, mas muito útil para homens também. Uma excelente exposição de Provérbios 31:10-31 do amado HDL (o colesterol bom, modo carinhoso de chamar o reverendo Hernandes). Sensibilidade, linguagem acessível e encantadora e insights maravilhosos. Não deixe de ler.

24/2018  VOEGELIN, Eric. Reflexões Autobiográficas. São Paulo: É Realizações, 2007, 192 pp. Voegelin é um intelectual de grande porte. Nesta obra ele resume sua biografia acadêmica de maneira sucinta e agradável. Se você quiser saber mais sobre este gênio da filosofia do século XX, leia a minha resenha desta obra: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/04/17/resenha-58-reflexoes-autobiograficas-eric-voegelin/

25/2018    LOPES, Augustus Nicodemus. Apóstolos: a verdade bíblica sobre o apostolado. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2014, 360 pp. Uma pesquisa competente, conforme disse Carson no endosso desta obra. É uma obra muito bem fundamentada em estudos exegético-teológicos do MT sobre o apostolado, que distingue o apostolado de Paulo e dos 12 em relação aos demais apóstolos do NT. Denuncia a Nova Reforma Apostólica como crasso erro teológico, possuindo raízes no Gnosticismo e desembocando no Teísmo Aberto (pelo menos este é o caso de Peter Wagner). Se você é fã do Renê Terra Nova, do César Castellanos, da Neuza Itioka e da Valnice Milhomens, sugiro que leia este livro.

26/2018   ALLBERRY, Sam. Deus é contra os homossexuais? A homossexualidade, a Bíblia e a atração por pessoas do mesmo sexo. Brasília, DF: Monergismo, 2018, 96 pp. Um livro claro, bem escrito, com ensinamentos precisos de alguém que sente atração por pessoas do mesmo sexo. Ele é irenista e defende que a atração não é sinônimo de homossexualidade. Um cristão que tem tal atração deve lutar contra isso (mas também afirma ser possível alguém assim constituir de maneira autêntica um relacionamento heterossexual). No caso dele e de tantos outros cristãos o caminho é o celibato. É um livro que complementa o excelente livro de Kevin DeYoung sobre este mesmo tema.

27/2018     SOLANO, RAFAEL, Pe. Ideologia de Gênero e a crise da identidade sexual: perguntas e Respostas. Cachoeira Paulista,SP: Canção Nova, 2016, 136 pp.  Um livreto sobre a Ideologia de Gênero que finda tratando de alguns assuntos a mais sobre Bioética. De uma perspectiva católica conservadora, o autor prefere usar a expressão agenda de Gênero e mostra as reais intenções desta agenda, que culminam na desestruturação familiar e na despersonalizacão. Afirma que mais que investir em vitórias nas Câmaras de Vereadores deve-se investir em estudos antropológicos e ações sociais maciças de incentivo de bons princípios e influências católicas na sociedade. Na parte da Bioética trata da Eutanásia, Distanásia (com a qual não concordo totalmente), aborto, esterilização e barriga de aluguel. Um livro de linguagem acessível escrito em forma de perguntas e respostas.

28/2018     FRANKL, VIKTOR E. O Sofrimento de uma vida sem sentido: caminhos para encontrar a razão de viver. São Paulo: É Realizações, 2015, 128 pp.  Este é o segundo livro de Viktor Frankl que eu leio na íntegra. Este volume em particular é fruto da compilação de algumas palestras realizadas por Frankl. Ele explica com muita simplicidade as diferenças de ênfase entre a escola freudiana (centrada no prazer), Adleriana (centrada no poder) e a logoterapia (centrada no sentido existencial). Apresenta exemplos de vários pacientes que tiveram melhoras significativas por meio da intenção paradoxal e da derreflexão. Seu bom humor é notório, mas acima de tudo a correspondência de seus escritos com sua realidade existencial contribuem para o seu sucesso. Ele apresenta grandes insights sobre a relação entre Psiquiatria e Literatura e traz esperanças de “sentido” existencial até mesmo para aqueles que estão no corredor da morte, fazendo uma aplicação de sentido à sua vida de forma retrospectiva. Aponta a eficácia de sua escola em relação às demais, pois não levam em conta o indivíduo apenas como um sintoma ou um estado neurótico, mas como alguém que, independente, de seu estado psiquiátrico, possui real significação existencial e isto pode fazer toda a diferença no tratamento. Fala ainda da neutralidade religiosa da logoterapia (podendo ser utilizada por médicos ateus, agnósticos ou teístas). Frankl fala que a realidade de bonança no pós-guerra levou as pessoas a não se focarem apenas no imediato mas na vontade de sentido uma vez que suas necessidades básicas estavam saciadas. Eis aí a importância de se focar nesta escola. Você concorda que o grande problema das pessoas do século XXI continua sendo a falta de sentido vivencial? E que a Logoterapia continua tendo aplicação? Eu acredito que sim. E você?

29/2018     MARTINS, YAGO. Você não precisa de um chamado missionário. Joinville, SC: BTBooks, 2015, 218 pp.   Yago Martins é uma das pessoas mais inteligentes e criativas que eu conheço. Sem contar que ele é o rei dos teólogos em termos de mídias sociais, possuindo um dos canais de Teologia mais abencoadores do protestantismo nacional (Dois Dedos de Teologia), professor de Teologia e de Economia, além de pastor. Como ele bem afirmou à Doutora Norma Braga, este volume não é mero “enchimento de linguiça”. Ele aponta algumas das fragilidades das missões atuais, com uma filosofia utilitária Nike style (Just Do It) e com pouco foco sobre a base de fazer missões: a suprema autoridade de Jesus. Somente debaixo do senhorio de Jesus é que podemos fazer Missões. Yago faz um bom apanhado exegético da passagem, apontando para quem é a grande comissão e fazendo uma análise precisa de “ide” em Mateus 28, avaliando-o em concordância com Wallace como particípio de circunstância atendente, ou seja com força imperativa. O livro é muito claro, traz algumas verdades um tanto indigestas pela forma elitista como algumas igrejas fazem missões. Mas não fica só na crítica. Aponta meios práticos de nos engajarmos na Grande Comissão, sem precisar esperar o sopro místico dos céus em nossos ouvidos: “vá “, pois este sopro já está ordenado nas Escrituras. Fala de aproveitar oportunidades e nos dá o gostinho de esperar o segundo volume desta série sobre a Grande Comissão: “Faça Discípulos ou morra tentando”. Leiam! É muito bom.

30/2018          RUSHDOONY, JOHN ROUSAS. Esquizofrenia Intelectual: cultura, crise e educação. Brasília, DF: Monergismo, 2016, 204 pp. Você nunca mais olhará para a Escola Pública da mesma forma. Rushdoony é um excelente escritor. Para mais detalhes, consulte minha resenha desta obra: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/05/23/resenha-60-esquizofrenia-intelectual-rousas-j-rushdoony/

31/2018     DOSTOIÉVSKI, FIÓDOR. O Idiota. Tradução: Paulo Bezerra. 4ª Edição. São Paulo: Editora 34: 2015, 688 pp.  Minha resenha desta obra foi confeccionada especialmente para ser apresentada na Semana Teológica da Faculdade Batista do Cariri. Aqui você tem acesso à resenha: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/06/17/resenha-61-o-idiota-fiodor-dostoievski/

32/2018    FRYE, NORTHROP. A Imaginação Educada. Campinas, SP: Vide Editorial, 2017, 136 pp.  Que livro, senhores! Que livro! Todos temos imaginação; o problema é que alguns de nós ainda não a educaram. Este livro nos diz como tal educação pode ocorrer por meio dos mythos, que norteiam e ampliam o nosso imaginário a partir principalmente da Bíblia e dos Clássicos. Não deixe de ler!

33/2018    PETERSON, EUGENE. A Vocação Espiritual do Pastor: redescobrindo o chamado ministerial. Prefácio de Ricardo Barbosa. São Paulo: Mundo Cristão, 2006, 176 pp.  Li esta obra pela quarta vez e posso dizer que ela é um manancial de sabedoria pronto a nos entregar suas preciosas lições. Nesta leitura, aproveitei para observar o quanto a Imaginação devidamente ordenada pode ajudar pastores que estão cheios de ocupações e reuniões e repletos de estudos sistemáticos e proposições a ensinar. Leitura recomendadíssima!

34/2018  CAVALCANTI, Robinson. Cristianismo e Política: teoria bíblica e prática histórica. Viçosa: Ultimato, 2002, 288 pp. Minha resenha desta obra se encontra disponível em: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/08/04/resenha-63-cristianismo-e-politica-robinson-cavalcanti/

35/2018       NETO, Hélio Angotti. A Morte da Medicina. Campinas,SP: Vide Editorial, 2014, 156 pp. Quando o nível da Bioética baixa ao ponto de se defender o abortamento pós-nascimento em um periódico médico faz-se necessário uma réplica de peso por alguém da envergadura do Dr. @helioangotti. Ele demonstra detalhadamente as incoerências e falácias dos autores Giubilini e Minerva em seu artigo “After-birth abortion: why should the baby live?” In: Journal of Medical Ethics, Março de 2012. Quando a Medicina está a serviço da morte, contrariando a tradição hipocrática, então na verdade já ocorreu A Morte da Medicina. Um livro bem escrito, robusto em argumentação, filosoficamente consistente e que simplesmente devastou o artigo falacioso, demonstrando como está carregado de uma mentalidade revolucionária, dominado por uma inversão temporal e moral. Você não pode passar dessa vida sem ler esta obra!

36/2018     LILLA, Mark. A Mente Imprudente: os intelectuais na atividade política. Rio de Janeiro: Record, 2017, 196 pp.  Mark Lilla nos alerta para o perigo que os intelectuais possuem de serem encantados por tiranias políticas. Ele usa como exemplificação a ida de Platão a Siracusa no afã de encaminhar os estudos filosóficos do tirano Dionísio, o jovem. Vã tentativa. Ainda hoje muitos são tentados e entram literalmente de corpo e alma nos esquemas tirânicos da ideologia política. Ele cita alguns intelectuais do século XX que tomaram este caminho, pensando estar caminhando nas sendas do amor à sabedoria, mas ao invés de exercerem a filosofia, estavam dando curso à filotirania. Os exemplos são vários: Heidegger, Carl Schmitt, Foucault e Derrida. Só para citar alguns. É lógico que Mark Lilla não reduz as obras destes intelectuais meramente ao seu aspecto filotirânico, mas demonstra claramente as tristes consequências de seu envolvimento, seja no polo francês militante ou no polo alemão apolítico, sempre extremismos engajados de apoio a regimes totalitários surge daquela falta de bom senso e equilíbrio que Platão teve em Siracusa. Mas os intelectuais europeus tentaram entender o mundo a partir de suas escrivaninhas e não se deram muito bem. Fica o alerta para todos nós para nem fugirmos nem nos entregarmos cegamente ao engajamento político, lembrando que qualquer manifestação tirânica que seja começa em nós mesmos. Lembrei-me de Tiago 4:1. Um livro pra ser lido e relido!

37/2018     BERGER, P; ZIJDERVELD, A. Em favor da dúvida: como ter convicções sem se tornar um fanático. Rio de Janeiro: Elsevier, 2012, 174 pp. Uma leitura que nos convida à moderação, evitando os extremismos do relativismo e do fundamentalismo negativo. Devemos duvidar sim, e mesmo que não queiramos as dúvidas aparecem. O que não podemos é ficar paralisados em meio às dúvidas nem deixá-las dominar nossa Teologia e Ética. É lógico que os autores não são relativista mas também estão longe de serem conservadores, mas que a leitura é boa e pode ser muito bem aproveitada, isto ela pode. Ou você duvida? Ótimo se duvidar. Um bom motivo para ler!

38/2018      KREEFT, Peter. Sócrates e Jesus: o debate. São Paulo: Editora Vida, 2006, 200 pp.  Um bom exercício imaginativo sobre o que os mortos pensariam dos vivos. Sócrates é trazido ao século XX e para numa universidade norte-americana para aprender mais sobre Jesus, a quem não conhecia (é óbvio por uma questão cronológica). Utilizando grande perícia lógica e literária, Peter Kreeft confronta os ensinos da Teologia Liberal, do Relativismo, com base na Maiêutica. É um livro sensacional! Leitura recomendadíssima.

39/2018        PIPER, John. Pense: a vida da mente e o amor de Deus. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2011, 304 pp. Pense num livro extraordinário! É a quarta vez que o leio e pretendo retornar a folhear suas páginas futuramente. Se você quiser mais informações, leia a resenha que fiz desta grande obra: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2017/06/07/resenha-24-pense-john-piper/

40/2018       NETO, Hélio Angotti. Disbioética Volume I: Reflexões sobre os rumos de uma estranha ética. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2017, 100 pp.  A classe médica é o bode expiatório do Governo. Este,por não ter como justificar sua má-gestão de recursos aplicados à saúde, se utiliza de técnica nazista para atribuir aos médicos a culpa a ele pertencente. Como bem disse o Dr. Hélio Angotti Neto, os médicos são o Goldenstein do PT. Por favor, leiam urgentemente o maravilhoso livro Disbioética Volume I, do médico supracitado. São 13 breves artigos que de tão bons podem ser lidos em um só dia. Eu torço para que em breve todas as edições futuras da Disbioética sejam reunidas em um volume algo do tipo: “O mínimo que você precisa saber sobre Disbioética para não ser um idiota útil”. Parabéns ao grande serviço prestado à nação brasileira, Dr. @helioangotti !

41/2018    GRUDEM, Wayne. Política segundo a Bíblia: princípios que todo cristão deve conhecer. São Paulo: Vida Nova, 2014, 192 pp.  Li esta obra pela segunda vez e pude perceber com mais detalhes alguns ensinos sobre o engajamento do crente na política. Agradeço a Deus por minha resenha ter sido aproveitada por alguns pastores e alguns jovens em estudos sobre Política e Cristianismo, por ocasião das eleições 2018. Para acessar a resenha: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/08/11/resenha-64-politica-segundo-a-biblia-wayne-grudem/

42/2018     EHRMAN, Bart D. O que Jesus disse? O que Jesus não disse? Quem mudou a Bíblia e por quê? Rio de Janeiro: Agir, 2015, 240 pp.  Será possível ler Bart Ehrman sem ficar indignado? É um erudito destacado, de grande acurácia e com uma escrita fina, apesar de desonesta. Graças a Deus pela vida de homens como Carlos Alberto Bezerra e Andreas Kostenberger, que apontaram com esmero as principais deficiências da argumentação de Ehrman. Ao final, ele mesmo entrega uma de suas grandes deficiências: o desconstrucionismo. Vale a pena interpretar a Bíblia conforme a ótica do leitor. É saber se pode usar esse mesmo critério com o livro dele!

43/2018     ALBUQUERQUE, Tiago. Presbitério Local? Uma questão de autoridade. Eusébio, CE: Editora Peregrino, 2016, 120 pp.  O livro propõe que o governo da Igreja conforme exposto pelas Escrituras não é o congregacionalismo, tendo em vista que o NT não professa um autogoverno. Porém quem preside a igreja são os presbíteros, podendo isto ser constatado na leitura de Atos e cartas paulinas. Os presbíteros, de maneira geral, atuam em uma equipe nas igrejas locais. Se forem escolhidos levando-se em conta os qualificativos de 1Tm 3 e Tt 1, dificilmente assumirão posturas autoritárias. Para ele o congregacionalismo que preza pela liberdade e pela não concentração de poder nas mãos de um único homem, está mais afinado com uma tradição do que propriamente com as Escrituras. As ocasiões em que a igreja delibera são em se tratando de pecado, excomunhão e inclusão (Mt 18; 1 Co 5; 2 Co 2; 1 Co 6; 1 Ts 5), ficando a administração geral da Igreja sob a responsabilidade dos presbíteros da Igreja local (presbitério local), não a um conjunto de outras entidades que vão além da Igreja local. Pôde-se promover um bate-papo com a igreja, onde os irmãos podem opinar em caráter consultivo, ficando a deliberação sob a responsabilidade dos presbíteros. Livro pequeno, bem escrito e desafiador ao congregacionalismo. Em certo sentido, senti que o autor procurou mesclar coisas boas dos dois governos (presbiterial e congregacional). Parece apontar para a proposta congregacional mista. A proposta do autor visa ser fiel ao ensino do NT, pontuando os riscos da tirania. É um tema a ser melhor discutido. Percebe-se nas citações a influência de Macarthur, Dever e Wallace. Mas isto em nada suprime a originalidade deste escrito. Leiam! Obrigado Pr. Pedro Gomes Neto pelo presente!

44/2018    NETO, Hélio Angotti. Arte Médica: de Hipócrates a Cristo. Brasília,DF: Academia Monergista, 2018, 144 pp.  Das obras que li do Dr. @helioangotti , em minha opinião, esta é a melhor. Ele simplesmente desmontou a falácia do suposto paternalismo dos textos hipocráticos a partir de uma pesquisa acurada e finamente apresentada em um texto belíssimo. Por fim relacionou de forma magistral a tradição hipocrática com o cristianismo. Por meio desta obra, passei a me interessar ainda mais pelos escritos de Hipócrates e de Pellegrino. Você encontra a minha resenha desta obra em: https://farescamurcafurtado.wordpress.com/2018/10/14/resenha-66-arte-medica-helio-angotti-neto/

45/2018      CARSON, Donald A. Teologia Bíblica ou Teologia Sistemática? Unidade e diversidade no Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 2001, 96 pp.   É a terceira vez que leio esta obra de Carson. É interessante ver um erudito de alto gabarito fazer um tratamento tão respeitoso de um tema tão controverso!

46/2018    CARSON, D.A. How Long, O Lord? Reflections on Suffering and Evil. Grand Rapids, MI: Baker, 2006, 240 pp.   Que livro, senhores! Sabe o que é precisa ser traduzido para o Português? Não procura responder o problema do mal, mas faz uma abordagem bíblica do sofrimento de uma perspectiva complementarista (Por pouco não foi incluso entre o TOP TEM 2018).

47/2018    BRUYN, David de. Guarde-os do mal: preservando seus filhos do mundo secular e preparando-os para o evangelho. São Paulo: Editora Batista Regular, 2015, 96 pp.   É a minha segunda leitura deste livro. Fico agradecido ao “Éden Novo Juazeiro” pelo brinde. Como já o tinha, fiz um sorteio deste exemplar. O livro trata da importância da imaginação moral de nossos filhos como meio para não tornarmos nosso lar secular, mesmo que o declaremos cristão. Com base em Deuteronômio 6:4-9, o autor apresenta algumas orientações de como pais cristãos podem preparar seus filhos para receberem a mensagem do Evangelho. Tal preparo inclui hábitos, boas maneiras, rituais, linguagem, artes, vida piedosa dos pais, entre outros detalhes. Há um apêndice com boas dicas literárias e artísticas. É uma leitura agradável, rápida e edificante.

48/2018     ASSIS, Machado de. Quincas Borba. São Paulo: Nobel, 2009, 256 pp.  Fingimento, trivialidades, ganância e oportunismo. No final das contas, a batata de Rubião ficou nas mãos de Palha e Sofia. Um grande livro. Tem ligações com “O Alienista” por meio da temática psiquiátrica; é um livro que decorre de “Memórias póstumas de Brás Cubas”, porém não é tão bom quanto este.

49/2018      CLARK, Gordon H. Deus e o mal: o problema resolvido. Brasília, DF: Editora Monergismo, 2010, 96 pp.    Gordon Clark foi um dos maiores teólogos e filósofos do século XX. Este livro é um opúsculo extraído de sua obra Religion, Reason and Revelation. Ele é calvinista e sua resposta para o problema do mal está no determinismo bíblico, por meio do qual Deus é a única causa suprema de todas as coisas, ele decretou tudo, inclusive o pecado e mesmo assim não é pecador. Ele faz um breve apanhado pela História da Filosofia e Teologia no que concerne ao problema do mal, nega o conceito de livre-arbítrio e toma como base de sua argumentação a Confissão de Fé de Westminster e as Escrituras.

50/2018      MUSSA, Alberto. A Biblioteca Elementar. Rio de Janeiro: Record, 2018, 192 pp.  Um romance policial maravilhoso, contando a história do Rio de Janeiro do século XVIII, a partir da realidade da rua do Egito, apresentando detalhes da vida dos seus moradores, com detalhes para os ciganos. Traições, astrologia, sodomia, vida religiosa, Inquisição, assassinato, necromancia, etc. Como bem disse o narrador (uma personagem do livro): “(…) para compreender o espírito de um povo, basta saber duas coisas – o tratamento que se dá aos mortos; e o código penal.” (p. 103)

51/2018   CLASON, George S. O Homem mais rico da Babilônia. Rio de Janeiro: HarperCollins, 2017, 160 pp.  Calma! Eu não estou pensando em ficar rico. Este livro foi uma indicação antiga do meu amigo Carlos (Negata). Finalmente o li na íntegra e tive bons momentos de diversão com parábolas babilônicas sobre aquisição de bens. O foco é material (como se a felicidade última estivesse no dinheiro), mas certamente traz lições de grande valia para evitarmos passar por maus bocados com dívidas.

52/2018    GARSCHAGEN, Bruno. Pare de Acreditar no Governo: porque os brasileiros não confiam nos políticos e amam o Estado. Rio de Janeiro: Record, 2015, 322 pp.  É a segunda vez que eu leio este livro e a segunda leitura foi ainda mais prazerosa. Um dos livros mais agradáveis e bem humorados que eu li este ano. Uma breve história da Política Brasileira em 322 páginas. Patrimonialismo, intervencionismo estatal, um povo que clama por mais Estado por não saber que o Estado interventor é nocivo e venenoso.

53/2018         BEZERRA, Carlos Alberto. Decepcionados com a Bíblia: posso confiar no Novo Testamento? Eusébio, CE: Peregrino, 2018, 224 pp.  Um livro fantástico! Desmonta e desconstrói com maestria as falácias de Bart Ehrman sobre a confiabilidade do Novo Tratamento. O pastor Carlos é o KÖSTENBERGER do Brasil!

54/2018        WARE,  Bruce. Cristo Jesus homem: Reflexões sobre a humanidade de Cristo. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 2013, 240 pp.  Uma leitura muito intrigante que nos ajuda a pensar melhor sobre a humanidade de Jesus. Em julho de 2015 fiz minha primeira leitura desta obra e fiquei desconfiado quanto a um suposto nestorianismo velado e subordinacionismo ontológico nas posições de Bruce Ware. Relendo-o agora, percebo que minhas suspeitas estavam erradas. Ele apenas tenta apresentar com sinceridade questões difíceis da Cristologia, com ênfase na Humanidade do Redentor: crescimento e desenvolvimento intelectual, tentação, capacitação do Espírito Santo, kenosis, sua masculinidade, morte, ressurreição, reino e consumação. Uma leitura que ao lado de Erickson, Stott e Heber Carlos de Campos (claro que eles não concordam em todos os pontos) pode nos ajudar a compreender melhor a pessoa de nosso Senhor Jesus Cristo!

55/2018          CARVALHO, Olavo de. O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota. Rio de Janeiro: Record, 2014, 616 pp. O “Mínimo” é o máximo. Uma escrita cativante, bela, robusta em conteúdo, com um senso de unidade em meio a artigos diversos sabiamente organizados por Felipe Moura Brasil. Destaco as seções sobre Juventude, Intelligentzia, Linguagem Petismo e Estudo. Um grande livro que já vinha lendo de maneira despretensiosa desde 2016, mas que parei para ler vorazmente na íntegra em 2018. Ah! O Mínimo não diz respeito apenas aos artigos aqui compilados, mas às sugestões de leitura, estudo e prática trazidas em cada um deles. É mole ou quer mais? É isso que eu chamo de sair da zona de conforto e de fato ter em caráter introdutório a seriedade da vida intelectual. Obrigado ao Felipe Moura Brasil e, principalmente, ao professor Olavo de Carvalho por esse presente dado ao Brasil.

 

56/2018          LANG, Andrew. O Fabuloso Livro Azul. Porto Alegre, RS: Concreta, 2016, 472 pp.  O Fabuloso Livro Azul, compilado e editado por Andrew Lang. Contos de fadas excelentes que tive o privilégio de ler e contar para o Artur e Sofia. Os demais da série nos esperam.

57/2018           KOYZIS,  David T. Visões e Ilusões Políticas: uma análise & crítica cristã das ideologias contemporâneas. São Paulo: Vida Nova, 2014, 352 pp.     Visões e Ilusões Políticas. David T. Koyzis. “O liberal clássico valoriza com razão o mercado, onde os relacionamentos entre indivíduos não são hierárquicos, mas voluntários e baseados em vantagens mútuas. Entretanto, o mesmo liberal acha difícil, senão impossível, resistir à tentação de estender esse padrão econômico a outras esferas da vida às quais ele não se aplica. Todo o restante da vida acaba sendo engolido pela dinâmica de produção e consumo, de compra e venda. O candidato a um cargo político é divulgado como um ‘produto’ que apela ao ‘consumidor’ na época de eleição. O matrimônio é reduzido a um mero relacionamento voluntário que pode ser redefinido segundo a vontade dos parceiros à medida que suas necessidades vão mudando.” 5 ideologias são apresentadas: liberalismo, conservadorismo, democracia, nacionalismo e socialismo. Todas idólatras e reducionistas (aos olhos do autor). Apresenta duas visões alternativas: a subsidiariedade presente no tomismo católico e o neocalvinismo holandês (responsabilidade diferenciada). O foco de Koyzis é demonstrar a necessidade de abordar o assunto através de uma pluroformidade estrutural. Um livro muito bom. Dentre os livros de escritores protestantes sobre Política este é o melhor que li este ano (esta segunda leitura foi muito melhor). Sugestão: releia seus livros. Às vezes, ou quase sempre, os melhores tesouros estão nas múltiplas leituras de uma única obra.

58/2018        LEWIS, C. S. O Problema do Sofrimento. São Paulo: Editora Vida, 2009, 176 pp.  Uma abordagem muito inteligente e sábia sobre o problema do sofrimento. Certamente, a célebre frase do livro que merece ser repetida aqui é: “Deus nos sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas brada em nosso sofrimento: o sofrimento é o megafone de Deus para despertar um mundo surdo.” (p. 106).

59/2018       LOPES, Hernandes Dias. Gotas de amor para a alma. São Paulo: Hagnos, 2015, 384 pp. Porque devocional também conta. Gosto em particular destes do HDL.

60/2018   KÖSTENBERGER, Andreas J.; PATTERSON, Richard D. Convite à Interpretação Bíblica: a tríade hermenêutica [história, literatura e teologia]. São Paulo: Vida Nova, 2015, 800 pp.  Se você quiser saber mais sobre minhas observações sobre esta obra: https://www.youtube.com/watch?v=xVlficv0VnI&t=229s&fbclid=IwAR3FwPKkfJSVWh76x01ZzV0IC-a-wb0NK9FQSasE94o6OQu-E-Npkqjie7w

61/2018       CARSON, D. A. A Intolerância da tolerância. São Paulo: Cultura Cristã, 2013, 176 pp.    A Nova Tolerância é exclusivista e intolerante com os que se opõem à “sua boa vontade”. Reli este livro do grande Carson.

62/2018      MCGRATH, Alister. Apologética Cristã no século XXI: Ciência e Arte com Integridade. São Paulo: Editora Vida, 2008, 368 pp.  Divergências à parte, McGrath é um excelente escritor. Os capítulos 5 e 6 são maravilhosos. Consegui perceber isto melhor nesta terceira leitura.

63/2018      KELLER, Timothy. Deuses Falsos: eles prometem sexo, poder e dinheiro, mas é disso que você precisa? Rio de Janeiro, Thomas Nelson Brasil, 2010, 176 pp.    Deuses falsos é o tipo de leitura que utiliza com maestria as ferramentas imaginativas e aplica com zelo a temática da idolatria para os nossos dias. Vale-se bastante de Beale.

64/2108      DALLIMORE, Arnold A. George Whitefield: Evangelista do Avivamento do Século 18. São Paulo: PES, 2005, 264 pp.  Uma leitura excelente que traça de forma resumida o perfil biográfico missionário do avivalista calvinista George Whitefield. É um resumo do famoso tomo em 2 volumes também de Dallimore. Mostra em parte sua controvérsia com John Wesley, seu espírito pacífico, seu pensamento não-sectário, do seu amor pela obra nos EUA, do seu levantamento de fundos para implantar um Orfanato e de como abriu mão de títulos, de estar a frente de uma denominação. Seu zelo, sua eloquência notória e sua dedicação à obra de Deus. Leitura preciosa!

65/2018     FRANKL, Viktor E. A Presença Ignorada de Deus. 10ª Ed. Ver. São Leopoldo: Sinodal; Petrópolis: Vozes, 2007, 132 pp.    Viktor E. Frankl transcende Freud. Freud afirmava que o inconsciente era meramente instintivo, mas isto no final das contas causava um reducionismo à personalidade humana (eternamente idficada). Frankl apresenta o conceito de inconsciente espiritual, mostrando que no final das contas, há um aspecto espiritual em todos os seres humanos (inclusive ateus).

66/2018     SHAW, Ed. A atração por pessoas do mesmo sexo e a igreja: a plausibilidade do celibato. São Paulo: Vida Nova, 2018, 192 pp.   Ed Shaw é um pastor anglicano que sente atração por pessoas do mesmo sexo. No entanto, ele optou pelo celibato e acredita que, no caso dele, o discurso do “diga não” à sua inclinação não funciona. Ele ensina a necessidade de seguir a ortodoxia bíblica quanto à sexualidade, implementar uma política de não olhar para o celibato com preconceito, de confessar os pecados uns aos outros e de viver debaixo da graça de Cristo. O livro é desafiador e, concordantes ou não com todos os pontos do autor, merece nossa atenção em um ambiente com um número crescente de same-sex’s nas igrejas. Sua abordagem é muito parecida com a de Sam Allberry. Leiam.

67/2018        FRANKL, Viktor E. O que não está escrito nos meus livros: memórias. São Paulo: É Realizações, 2010, 160 pp.  Que escritor é esse? É Viktor Frankl em seu melhor. Na sua maturidade, as revelações de uma mente aguda, fértil e prodigiosa. Façam um grande favor a vocês mesmos. Leiam este livro!

68/2018 (158/2017-2018) – A BÍBLIA SAGRADA. Edição Corrigida e Revisada Fiel ao Texto Original. ACF. São Paulo: SBTB, 2007, 1384 pp. Última leitura do ano: A Bíblia Sagrada, na versão Almeida Corrigida Fiel. Utilizou-se a equivalência formal, e em geral, é muito boa e útil. Excetuando-se O exclusivismo quase bibliólatra dos entusiastas desta versão, acreditando seguirem o Texto Original, na íntegra, podemos nos beneficiar bastante desta tradução! Ainda assim, prefiro a ARA! A ACF ainda possui um vocabulário mais rebuscado, porém a ARA não é tão banalizada ao ponto de se entregar a um “dinamismo compulsivo”, que rompe com os padrões da forma para se adequar à linguagem contemporânea.

 

TOP TEN

  1. A Bíblia Sagrada (ACF)
  2. O Jardim das Aflições – Olavo de Carvalho
  3. A Cinza do Purgatório – Otto Maria Carpeaux
  4. Cristo e Cultura: uma releitura – D. A. Carson
  5. Christ & Culture – H. Richard Niebuhr
  6. O Idiota – Fiódor Dostoiévski
  7. Decepcionados com a Bíblia – Carlos A. Bezerra
  8. Arte Médica – Hélio Angotti Neto
  9. A Rebelião das Massas – José Ortega y Gasset
  10. A Mente Imprudente – Mark Lilla
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